Kleverton Pinheiro de Oliveira, mais conhecido como Kel Ferreti, ex-policial militar e hoje influenciador digital, é apontado como líder de um esquema de rifas e sorteios manipulados em Maceió que movimentou milhões de reais. Segundo investigações do Ministério Público de Alagoas, Ferreti utilizava plataformas online para vender bilhetes fraudulentos, garantindo lucros elevados enquanto apostadores compravam números que não seriam premiados.
Além das rifas, Kel promovia cursos digitais não regulamentados que prometiam ensinar técnicas para obter lucro em jogos online, chegando a faturar R$ 400 mil em um único mês. Seu estilo de vida luxuoso, com imóveis de alto padrão, carros importados e viagens internacionais, chamou atenção das autoridades, que classificam esses gastos como frutos das atividades criminosas.
A Operação Trapaça, deflagrada em dezembro de 2024, resultou na prisão de Kel Ferreti em seu apartamento em Maceió, com apreensão de joias, celulares e cerca de R$ 20 mil em espécie. A reportagem do Fantástico neste domingo (5) destacou o esquema, mostrando como influenciadores digitais eram usados para atrair apostas e como o negócio gerava lucros milionários.
Kel Ferreti também possui histórico de problemas legais. Em dezembro de 2023, foi expulso da Polícia Militar por divulgar seu voto nas redes sociais, violando a lei eleitoral. Posteriormente, foi denunciado por estupro, crime pelo qual foi condenado em primeira e segunda instâncias a 10 anos de prisão em regime fechado. A pena foi reduzida para 8 anos, e ele cumpre atualmente em casa, monitorado por tornozeleira eletrônica, podendo frequentar praias, bares e restaurantes de Maceió, desde que mantenha distância mínima de 500 metros da vítima.
Apesar das condenações e da repercussão nacional, Kel continua ativo nas redes sociais. A defesa do ex-PM nega as acusações de estupro e afirma que recorrerá da decisão judicial, reiterando que ele não possui qualquer propriedade de plataformas de apostas e que suas atividades se limitam à divulgação.
