O corpo da cantora Preta Gil chegou ao Brasil na manhã desta quinta-feira (24), quatro dias após sua morte, ocorrida no último domingo (20), em Nova York, nos Estados Unidos. A artista de 50 anos, que enfrentava uma dura batalha contra o câncer, será velada no Theatro Municipal do Rio de Janeiro nesta sexta-feira (25), das 9h às 13h, em cerimônia aberta ao público. A cremação, por desejo da própria cantora, acontecerá no mesmo dia, em cerimônia íntima reservada apenas a amigos e familiares.
O voo que trouxe o corpo de Preta Gil partiu de Nova York por volta das 19h (horário de Brasília) na quarta-feira (23) e aterrissou no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, às 5h desta quinta-feira. A família da artista esteve presente durante todo o traslado, acompanhando de perto os trâmites do retorno ao país. Ainda não foram divulgadas informações sobre o horário exato do voo entre São Paulo e o Rio de Janeiro.
A cerimônia de cremação será realizada no Crematório e Cemitério da Penitência, no Rio de Janeiro, na Capela Ecumênica 1, a partir das 14h. Segundo a assessoria do espaço, essa mesma capela já recebeu cerimônias de despedida de personalidades como Glória Maria, Milton Gonçalves, Françoise Fourton e Ney Latorraca.
Preta enfrentava uma nova etapa da luta contra o câncer desde agosto de 2024, quando foi diagnosticada com quatro tumores: dois nos linfonodos, um no ureter e outro no peritônio, onde já havia metástase. A cantora já havia passado por um primeiro diagnóstico em janeiro de 2023, de câncer no intestino. Após meses de quimioterapia e uma cirurgia em agosto daquele ano, ela chegou a celebrar, em dezembro, o fim do tratamento. No entanto, a doença voltou com agressividade.
Diante da complexidade do novo quadro clínico, Preta buscou aconselhamento médico especializado nos Estados Unidos. Em janeiro deste ano, anunciou publicamente que passaria a usar uma bolsa de colostomia definitiva.
A morte da cantora em solo americano foi confirmada no domingo (20), com grande comoção entre fãs, amigos e colegas de profissão. Filha de Gilberto Gil, um dos maiores nomes da música brasileira, Preta construiu sua própria história, marcada por autenticidade, irreverência e sensibilidade.
