Nessa segunda-feira (31/08), o governo Jair Bolsonaro (sem partido) apresentou a proposta de Orçamento de 2021 com a projeção do aumento do salário mínimo do valor atual (R$ 1.045) para R$ 1.067. Em abril, a estimativa era que o piso salarial fosse de R$ 1.079 no próximo ano.
Na proposta de orçamento enviada ao Congresso, está prevista a correção do salário mínimo apenas pela inflação, com base na estimativa do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Isso quer dizer que não haverá “ganho real”, ou seja, acima da inflação, pelo segundo ano consecutivo.
Em 2017 e 2018, por exemplo, foi concedido o reajuste somente com base na inflação porque o Produto Interno Bruto (PIB) dos anos anteriores (2015 e 2016) teve retração. Por isso, para cumprir a fórmula proposta, somente a inflação serviu de base para o aumento.
A previsão de rombo nas contas públicas em 2021 subiu de abril para cá, passando de 149,61 bilhões para R$ 233,6 bilhões. Será o oitavo ano consecutivo de déficit primário para o país. Este ano, o endividamento saltou para cerca de R$ 700 bilhões por causa dos gastos para conter a pandemia de Covid-19.
De acordo com cálculos do governo, a cada R$ 1 de aumento do salário mínimo cria-se uma despesa em 2020 de aproximadamente R$ 355 milhões. O reajuste representaria uma queda de cerca de R$ 4,26 bilhões nas despesas criadas para o governo federal.

Proposta de orçamento para 2021 prevê salário mínimo de R$ 1.067 — © Ilustração/Reprodução
