ALAGOAS — A Petrobras anunciou nesta última quarta-feira (28) a ampliação de suas reservas provadas de petróleo e gás natural, alcançando 12,1 bilhões de barris de óleo equivalente (boe) ao final de 2025.
O dado chama atenção em Alagoas e no Nordeste porque parte relevante desse crescimento está associada a projetos localizados em áreas próximas ao litoral alagoano, dentro da Bacia de Sergipe-Alagoas.
De acordo com a estatal, a adição de reservas ao longo de 2025 foi de 1,7 bilhão de barris de óleo equivalente, mesmo em um ano marcado por produção recorde. O resultado garantiu um índice de reposição de reservas de 175%, o que significa que a companhia conseguiu repor muito mais petróleo e gás do que produziu no período.
Campos próximos a Alagoas entram no radar da Petrobras
Entre os fatores que impulsionaram o aumento das reservas, a Petrobras destacou o avanço no desenvolvimento dos campos de Budião, Budião Noroeste e Budião Sudeste, localizados em águas profundas da Bacia de Sergipe-Alagoas.
A região vem sendo tratada pela companhia como estratégica para o futuro da produção nacional de petróleo e gás.
Esses projetos se somam a investimentos já consolidados em grandes campos da Bacia de Santos, como Búzios, Tupi, Itapu e Mero, mas o destaque dado à área próxima a Alagoas reforça o potencial econômico do Nordeste no setor energético.
Impacto econômico e expectativa para a região
A ampliação das reservas e o avanço dos projetos próximos ao litoral alagoano abrem espaço para expectativas positivas na economia regional, especialmente no médio e longo prazo. Investimentos desse porte costumam gerar efeitos indiretos como:
- aumento da demanda por serviços e logística;
- geração de empregos diretos e indiretos;
- crescimento da arrecadação por meio de royalties e participações especiais;
- fortalecimento da cadeia de óleo e gás no Nordeste.
Embora a Petrobras não tenha divulgado valores específicos de investimentos para cada campo, a inclusão da Bacia de Sergipe-Alagoas entre os destaques do relatório sinaliza confiança na viabilidade técnica e econômica da região.
Produção sustentável e estabilidade dos projetos
Outro ponto ressaltado pela empresa é que as reservas não sofreram impactos relevantes com a variação do preço do petróleo, o que indica maior resiliência dos projetos. A relação entre reservas provadas e produção foi estimada em 12,5 anos, garantindo uma perspectiva de continuidade operacional.
Mais de 90% das reservas provadas da Petrobras passaram por certificação independente, realizada atualmente pela empresa internacional DeGolyer and MacNaughton, seguindo critérios exigidos pelo mercado internacional.
Nordeste ganha protagonismo no cenário energético
A estratégia da Petrobras de diversificar seu portfólio e investir em novas fronteiras de exploração reforça o papel do Nordeste no mapa energético brasileiro.
Com reservas em alta e foco em áreas estratégicas próximas ao estado, o cenário aponta para novas oportunidades e maior atenção à região nos próximos anos.
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