O aumento no preço dos alimentos fez Maria Lúcia Ferreira, de 48 anos, moradora do bairro Benedito Bentes, em Maceió (AL), repensar os hábitos de consumo.
Sem espaço para uma grande plantação, ela decidiu transformar o quintal de 12 metros quadrados em uma mini horta caseira, onde cultiva alface, coentro, tomate, cebolinha, pimentão e hortelã.
Em poucos meses, o resultado foi além das expectativas: Maria afirma que passou a economizar cerca de 50% na feira mensal.
“Antes eu gastava quase R$ 400 só em verduras e temperos. Agora, gasto menos da metade e ainda tenho o prazer de colher tudo fresco”, contou.
Começo simples e resultados surpreendentes
A ideia surgiu após assistir a um vídeo na internet sobre hortas urbanas. Com caixas reaproveitadas e garrafas PET cortadas, Maria começou com alguns vasos e, aos poucos, o espaço se transformou em um canteiro colorido e produtivo.
Hoje, o quintal virou um pequeno refúgio verde.
Além da economia, a moradora diz que o contato diário com as plantas melhorou sua saúde emocional e inspirou os vizinhos a começarem o mesmo hábito.
“Eu acordo e venho direto cuidar da horta. É como uma terapia. Ver as plantinhas crescendo é uma alegria enorme”, afirmou com orgulho.
Inspiração sustentável
Segundo especialistas em sustentabilidade urbana, as hortas domésticas ajudam na segurança alimentar e reduzem o desperdício.
O engenheiro agrônomo Carlos Tavares, explica que iniciativas como a de Maria contribuem para o equilíbrio ambiental.
“Cultivar em casa diminui o uso de embalagens, reduz o transporte e incentiva o consumo consciente. Além disso, aproxima as pessoas da natureza e mostra que é possível produzir alimento até em pequenos espaços”, destacou o pesquisador.
Um movimento que cresce em todo o Brasil
De acordo com dados do IBGE, cerca de 1 em cada 5 famílias urbanas já cultiva algum tipo de alimento em casa, seja em quintais, varandas ou telhados.
O movimento vem ganhando força nas redes sociais, com influenciadores ensinando técnicas de horta vertical, reaproveitamento de resíduos orgânicos e compostagem caseira.
Maria Lúcia, que hoje compartilha suas colheitas no Instagram, sonha em ampliar o espaço e montar uma pequena estufa no futuro.
“Nunca imaginei que plantar em casa fosse mudar tanto a minha rotina. É uma forma de economizar e viver melhor”, disse.
O BR104 entrou em contato com especialistas e instituições ligadas à agricultura urbana para apurar o impacto econômico das hortas caseiras.
As informações publicadas têm base em relatos verificados e dados públicos do IBGE e da Ufal.
Solicitações de correção ou direito de resposta podem ser enviadas para contato@br104.com.br.




