Economia

Score de crédito: como subir em 30 dias

Plano em 4 semanas para organizar dívidas, criar histórico positivo e evitar erros que derrubam a pontuação

Atualizado 5 meses atrás
Score de crédito - @Reprodução
Score de crédito - @Reprodução

Subir o score em pouco tempo é possível quando você atua nos fatores que mais pesam: histórico de pagamento, atrasos e negativação, uso do limite e quantidade de consultas ao seu CPF.

O score é dinâmico e varia por birô, mas um mês é suficiente para limpar pendências simples, registrar bom comportamento de pagamento e reduzir riscos percebidos pelo mercado. A seguir, um roteiro enxuto — e realista — para 30 dias.

Plano de 30 dias: passo a passo por semana

Semana 1 — Diagnóstico e limpeza rápida

  • Puxe seus relatórios nos principais birôs (Serasa, SPC/Boa Vista). Verifique dívidas, atrasos, negativação e consultas recentes.
  • Quite débitos pequenos e contas vencidas de serviços (água, luz, internet). São fáceis de resolver e já sinalizam melhora.
  • Negociação inteligente: priorize uma ou duas dívidas que geram negativação. Se houver desconto relevante à vista, resolva e peça a baixa do apontamento.
  • Contestações: se existir negativação indevida, abra disputa imediatamente no canal do birô/fornecedor e anexe comprovantes.
  • Cadastro Positivo: ele é automático, mas confira se suas contas estão sendo informadas (energia, água, telecom). Atualize dados de contato e renda.
  • Organização: ative débito automático ou alertas das contas fixas. O objetivo é zerar atrasos a partir de hoje.

Semana 2 — Rotina de pagamento e uso do limite

  • Pague tudo no dia ou antes do vencimento. Se puder, antecipe faturas e boletos menores.
  • Cartão de crédito sob controle: mantenha a utilização abaixo de 30% do limite e pague o total da fatura (evite rotativo/parcelamento longo).
  • Menos consultas ao CPF: não peça novo cartão/financiamento nesta fase. Reduza pedidos que geram “hard inquiries”.
  • Consolide dívidas caras: avalie trocar juros altos por uma linha mais barata (consignado/garantias), sem abrir várias propostas ao mesmo tempo.

Semana 3 — Construção de histórico positivo

  • Registre pagamentos previsíveis: concentre 2–3 contas recorrentes no mesmo dia do mês e mantenha o histórico rodando.
  • Transações positivas controladas: use o cartão para despesas do dia a dia, sem estourar o limite, e quite integralmente.
  • Open Finance com propósito: autorize o compartilhamento com seu banco/fintech para reforçar histórico de renda e comportamento (saldo, recebíveis, pontualidade).
  • Dados consistentes: mantenha endereço, telefone e e-mail iguais nos bancos e birôs. Dados coerentes reduzem risco percebido.

Semana 4 — Revisão e correções finais

  • Cheque se as baixas foram refletidas: após pagar dívida negativada, a retirada do apontamento costuma ocorrer em até alguns dias úteis. Se não ocorreu, cobre o credor e o birô.
  • Revise o cadastro positivo e confirme a inclusão das contas quitadas no período.
  • Corte desperdícios: cancele cartões que você não usa (e que geram consultas/anuidades), desde que isso não derrube demais seu limite total.
  • Planeje os próximos 60 dias: mantenha a disciplina de pagamentos e o uso do limite até abaixo de 20–30% para continuar ganhando pontos.

O que pesa no score (e o que evitar)

Os pesos que mais ajudam

  • Pontualidade: pagar em dia é o principal sinal de baixo risco.
  • Ausência de negativação: quitar e retirar apontamentos muda a leitura do risco.
  • Uso responsável do crédito: baixa utilização do limite e pagamento integral da fatura.
  • Histórico contínuo: alguns meses seguidos sem atraso valem mais do que um pico de pagamento.
  • Dados e relacionamento: cadastro completo, estabilidade de endereço/emprego e relacionamento longo com a instituição.

Erros que derrubam o score

  • Pagamentos atrasados (mesmo 1–3 dias).
  • Rotativo do cartão e parcelamentos longos sem necessidade.
  • Muitas consultas ao CPF em curto período.
  • Abrir vários cartões/linhas ao mesmo tempo.
  • “Soluções milagrosas”: ninguém “vende pontos de score”. Se oferecerem, desconfie.

Dicas rápidas e legais

  • Após pagar dívida negativada, acompanhe a baixa; se demorar, registre reclamação no atendimento do credor, no birô e, se necessário, em consumidor.gov.br/Procon.
  • Em caso de fraude (compra/contrato que você não fez), faça B.O., comunique o credor e abra contestação no birô com documentos.