Curiosidades

Como o Dia das Mães foi parar no calendário brasileiro

Tradicionalmente comemorado no segundo domingo de maio, o Dia das Mães foi oficializado no país em 1932, pelo então presidente Getúlio Vargas.

Atualizado 9 meses atrás
Dia das Mães | © Getty Images/iStockphoto
Dia das Mães | © Getty Images/iStockphoto

Neste domingo (11), o Brasil celebra o Dia das Mães, uma das datas mais importantes do calendário afetivo e comercial do país. Tradicionalmente comemorado no segundo domingo de maio, o Dia das Mães foi oficializado no território brasileiro em 1932, por meio do decreto nº 21.366, assinado pelo então presidente Getúlio Vargas.

O documento estabeleceu que “o segundo domingo do mês de maio é consagrado às mães brasileiras”, marcando o início de uma tradição que ganharia novas camadas de significado ao longo das décadas.

A origem do Dia das Mães como o conhecemos hoje, no entanto, está nos Estados Unidos, no final do século 19. A norte-americana Anna Maria Jarvis é considerada a idealizadora da data. Em 1905, após perder sua mãe, Jarvis iniciou uma campanha para que a sociedade reconhecesse o valor da maternidade com uma celebração anual.

Seus esforços resultaram na oficialização do “Mother’s Day” nos Estados Unidos em 1914, tornando-se um modelo que logo seria replicado em vários países, inclusive no Brasil.

Apesar de ter sido oficializada em 1932, a comemoração do Dia das Mães só se consolidou nacionalmente durante o regime militar, entre 1964 e 1985, quando a data passou a ganhar maior destaque em campanhas publicitárias e no calendário comercial.

A crescente valorização da figura materna foi amplamente explorada pela mídia da época, contribuindo para a popularização da data como conhecemos atualmente.

Entretanto, as homenagens às mães no Brasil antecedem a institucionalização oficial. Já no início do século 20, iniciativas locais promoviam eventos em homenagem às mães.

Um exemplo é o do Rio Grande do Sul, onde a Associação Cristã de Moças organizava celebrações em maio, mês tradicionalmente dedicado à Maria, mãe de Jesus, dentro do calendário litúrgico cristão. Essa ligação com o simbolismo religioso da maternidade fez com que igrejas tivessem um papel central na valorização da data.

A incorporação oficial do Dia das Mães no calendário religioso católico aconteceu em 1947, por iniciativa do então cardeal-arcebispo do Rio de Janeiro, D. Jaime de Barros Câmara.

A partir de então, a celebração passou a ser não apenas uma homenagem familiar, mas também um momento litúrgico de reconhecimento à importância das mães na formação moral e espiritual da sociedade.

Mais de nove décadas após o decreto de Getúlio Vargas, o Dia das Mães continua sendo uma data de forte apelo emocional, social e econômico.