Com uma apresentação poderosa e emocionante sobre a violência contra a mulher, a quadrilha alagoana Amanhecer no Sertão conquistou neste domingo (29) o título de campeã do Festival Regional de Quadrilhas Juninas do Nordeste 2025. A grande final do evento promovido pela TV Globo Nordeste foi realizada no Sesc de Goiana, em Pernambuco, e reuniu os dez melhores grupos da região, representando todos os Estados do Nordeste.
A apresentação da quadrilha de Alagoas foi marcada por coreografias expressivas, encenações impactantes e um roteiro sensível e crítico, que abordou diferentes aspectos da violência de gênero. O espetáculo retratou conflitos familiares, relações de poder e, principalmente, a trajetória de superação vivida por tantas mulheres brasileiras. Tudo isso sem abrir mão dos elementos tradicionais das quadrilhas juninas, como a música regional, os trajes típicos, o colorido das festas de São João e a alegria do povo nordestino.
O grupo levou ao palco um espetáculo completo, com duração de cerca de 30 minutos, combinando dramaturgia, dança, iluminação e figurinos cuidadosamente elaborados. A proposta foi aclamada tanto pelo público quanto pelo corpo de jurados, que avaliou os grupos com base em critérios como enredo, coreografia, animação, figurino e originalidade.
A vitória da Amanhecer no Sertão garantiu ao grupo alagoano o título de melhor quadrilha junina do Nordeste em 2025, além de abrir portas para convites e apresentações em festivais culturais por todo o país. A conquista repercutiu fortemente nas redes sociais e na imprensa regional.
O segundo lugar da competição ficou com a quadrilha Luar do São João, do Piauí, e a terceira colocação foi para a pernambucana Junina Lumiar. Também participaram da grande final as quadrilhas Pioneiros da Roça (SE), Junina Arrasta Pé (MA), Junina São João (RN), Zabumba (PE), Luar do Recôncavo (BA), Paixão Nordestina (CE) e Moleka 100 Vergonha (PB).
O festival é considerado um dos mais importantes eventos do gênero no Brasil e tem como missão valorizar a cultura popular nordestina por meio da dança, da música e do teatro. As quadrilhas finalistas foram selecionadas ao longo dos meses de maio e junho, em etapas estaduais e regionais, nos nove Estados do Nordeste.
Cada grupo teve a oportunidade de apresentar um espetáculo autoral, com enredos diversos e produção completa, incluindo trilhas sonoras originais ou adaptadas, iluminação cênica, cenários e figurinos temáticos. Além do caráter competitivo, o festival é uma vitrine das tradições juninas e um espaço de afirmação da identidade cultural nordestina.
