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Cultura

Dona Irinéia, patrimônio vivo de Alagoas, não recebe salário há 3 meses

Irinéia Nunes tem 72 anos e fabrica peças de barro no povoado Muquém

Publicado: | Atualizado em 15/12/2018 11:31


União dos Palmares – Dona Irinéia Nunes tem 72 anos, e desde muito cedo aprendeu a confeccionar peças artesanais usando o barro como principal matéria prima. Ela contou que começou a produzir as peças depois que os seus vizinhos pediram para que ela fizesse imagens de santos.

Uma atividade que para ela se traduz em uma palavra: realização. Ela disse à reportagem que se sente muito feliz, pois ela nunca foi à escola e mesmo assim, é reconhecida por todos pela atividade que desenvolve.

“Eu não estudei, meu conhecimento é muito pouco, mas mesmo assim, através do dom que Deus me deu, já fiquei conhecida para muita gente que gosta do meu trabalho e leva o que eu faço até para outros países. Já fui homenageada muitas vezes por causa dessas peças que eu faço”, disse ela.

Em 2005, ela foi reconhecida pelo governo de Alagoas com o título de patrimônio vivo da cultura estadual. Um título que a deixou ainda mais feliz e com a certeza de que o seu trabalho tem uma importância muito grande.

Por ter sido reconhecida patrimônio vivo de Alagoas, ela recebe um incentivo vitalício por parte do governo num valor de um salário mínimo e meio. Segundo dona Irinéia, ela está sem receber o auxílio há 3 meses e tem comprometido o pagamento de algumas dívidas como: água, luz e energia elétrica. Para ela, a ajuda é fundamental para quitar estas despesas.

“Tá atrasado já faz três meses. Essa ajuda é importante porque se for para esperar pelo dinheiro do artesanato, a gente não consegue fazer tudo o que precisa. É muito pouco”, afirmou a senhora.

Dona Irinéia também falou que o seu desejo é que a tradição de fabricar as peças artesanais não se acabe, por isso, ela procura passar para os filhos e netos o que segundo ela foi um dom de Deus em sua vida.

“Eu queria que esse trabalho não acabasse. Já estou de idade e quando eu morrer a herança que eu vou deixar é esse trabalho que eu faço com muita alegria e me faz bem. Minha vontade é que todos os meus filhos se interessassem pelo artesanato, mas nem todos querem trabalhar com isso. Só uma delas tem se interessado e isso já me deixa feliz, por que quando eu morrer, ela continua”, afirmou.

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