A música nordestina rompe fronteiras e chega à Europa com forte presença alagoana. Nesta edição do Festival Internacional do Forró de Raiz, que acontece na cidade de Lille, no norte da França, artistas do estado figuram entre os destaques da programação, reforçando o papel de Alagoas na preservação e difusão desse patrimônio cultural.
O evento, que reúne mais de 60 representantes da cena forrozeira nordestina, vai muito além dos shows. A programação contempla apresentações musicais, oficinas, exposições e rodas de conversa. Dentro dessa agenda, também acontece a segunda edição do Fórum Internacional do Forró de Raiz, espaço voltado ao debate sobre a valorização e a salvaguarda do gênero, considerado um dos principais símbolos da identidade cultural do Nordeste brasileiro.
No palco principal, Alagoas é representada pelos músicos Anderson Fidélis e Giseldo Romeiro, que levam à plateia europeia a sonoridade autêntica do forró produzido no estado. Além da participação artística, a comitiva alagoana se soma ao esforço coletivo que busca consolidar a candidatura do forró como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela Unesco. Para isso, o governo estadual assinou, junto aos demais estados do Nordeste e ao Governo Federal, o Protocolo de Intenções que fortalece o pleito internacional.
A secretária de Estado da Cultura e Economia Criativa de Alagoas, Mellina Freitas, ressaltou o significado dessa presença em território francês.
“Estar presente no Festival Internacional do Forró de Raiz é afirmar o compromisso de Alagoas com a preservação e a difusão da nossa cultura. Levamos para a França não apenas artistas, mas também a força da tradição nordestina que nos orgulha e que queremos ver reconhecida mundialmente”, destacou Freitas.
O festival é fruto de uma ampla rede de cooperação que une instituições brasileiras e francesas. Entre os parceiros, estão o Consórcio Nordeste, os governos estaduais, o Governo Federal e organizações culturais de Lille, como o Museu de Belas Artes, a Câmara Municipal e o projeto Lille 3000.
Mais do que uma vitrine para os artistas, o encontro se consolida como um espaço de integração cultural e de fortalecimento do forró em escala global. Ao unir forças em defesa da tradição, os estados nordestinos reafirmam a importância desse gênero musical para a memória, a identidade e a resistência do povo brasileiro.
