Jean Lopes Morais de Souza, de 32 anos, foi preso horas depois de assassinar a facadas a babá Inaianne da Costa Silva, de 27 anos, na manhã desta segunda-feira (13), em Maceió. O crime ocorreu dentro da casa da ex-companheira de Jean, no bairro Cidade Universitária, onde a vítima trabalhava havia apenas cinco dias cuidando dos três filhos do ex-casal. Segundo a Polícia Civil, o assassinato foi motivado por vingança contra a ex-mulher do suspeito, que não aceitava o fim do relacionamento de 13 anos.
O delegado Emanuel Rodrigues, responsável pela investigação, informou que Jean foi detido na casa da mãe, no bairro Antares, poucas horas após o crime. Ele vestia o mesmo macacão e o capacete usados para entrar no imóvel da ex-companheira – indícios, segundo a polícia, de que o crime foi planejado. No entanto, o suspeito afirmou que o disfarce foi apenas uma forma de evitar ser reconhecido pelos vizinhos, que sabiam que ele estava proibido de se aproximar da família por decisão judicial.
No momento do ataque, Inaianne cuidava das três crianças sozinha. Ao ser ferida, ela tentou correr e chegou a abraçar uma das crianças antes de cair. Câmeras de segurança da região registraram a chegada do suspeito e foram fundamentais para identificá-lo. A ex-companheira reconheceu o autor pelas imagens.
De acordo com a investigação, Jean vinha apresentando comportamento agressivo desde o fim do relacionamento, encerrado há três meses. A ex-mulher havia registrado boletim de ocorrência e possuía uma medida protetiva contra ele.
Durante o depoimento, Jean tentou justificar o assassinato dizendo ter agido em legítima defesa. Segundo ele, foi até a casa da ex-mulher para buscar os filhos, mas Inaianne teria se negado a entregá-los e o agredido. “A partir do momento que ela veio pra cima de mim, eu me defendi. Foi tipo legítima defesa”, afirmou o suspeito.
Jean ainda disse desconfiar da vítima, afirmando que ela “não era uma pessoa confiável” e que estaria sendo “procurada por criminosos” – acusações que, segundo a polícia, não têm comprovação e serão investigadas apenas como parte de sua tentativa de se justificar.
Na véspera do crime, Jean publicou quatro mensagens misteriosas em seu perfil no Instagram, que agora são tratadas pela polícia como indícios de premeditação. Em uma delas, escreveu: “Só pra lembrar, nada passa batido.” Em seguida, fez uma declaração ainda mais preocupante: “Hoje tô a fim de beber sangue de pilantra até a última gota.”
As outras mensagens também indicavam um tom de ameaça e vingança: “Tem gente que se acha esperto, até cruzar com quem finge ser burro” e “Eu sempre serei o problema, porque comigo ninguém fará o que quiser.”
