O IBGE apresentou pela primeira vez a consolidação de sobrenomes no país, somando-se à base de primeiros nomes já conhecida. Em Alagoas, os resultados confirmam tendências históricas: ampla predominância de “Silva” entre os sobrenomes e liderança de “Maria” e “José” entre os registros civis.
O painel, além da curiosidade pública, orienta políticas que dependem de identificação precisa — como saúde, educação e assistência social — e facilita estudos sobre formação familiar, migrações internas e escolhas culturais.
A seguir, o BR104 organiza os principais recortes do estado em tabelas para consulta rápida por leitores, gestores e pesquisadores.
Primeiros nomes mais frequentes em Alagoas
Fonte: painel de primeiros nomes do IBGE para Alagoas.
| # | Nome | Percentual | Frequência |
|---|---|---|---|
| 1º | Maria | 10,61% | 331.863 |
| 2º | Jose | 7,14% | 223.323 |
| 3º | Ana | 1,82% | 56.928 |
| 4º | Joao | 1,75% | 54.689 |
| 5º | Antonio | 0,88% | 27.576 |
| 6º | Cicero | 0,81% | 25.223 |
| 7º | Carlos | 0,80% | 24.872 |
| 8º | Pedro | 0,76% | 23.693 |
| 9º | Josefa | 0,72% | 22.383 |
| 10º | Luiz | 0,68% | 21.408 |
Sobrenomes mais frequentes em Alagoas
Fonte: novo painel de sobrenomes do IBGE (recorte de Alagoas).
| # | Sobrenome | Pessoas |
|---|---|---|
| 1º | Silva | 1.118.138 |
| 2º | Santos | 811.796 |
| 3º | Lima | 163.764 |
| 4º | Oliveira | 163.567 |
| 5º | Ferreira | 125.716 |
| 6º | Alves | 94.108 |
| 7º | Souza | 87.408 |
| 8º | Gomes | 80.572 |
| 9º | Pereira | 78.844 |
| 10º | Nascimento | 72.234 |
Além disso, o comportamento dos nomes por gênero preserva traços típicos do Nordeste: “Maria” lidera entre mulheres e “José” entre homens, com “João”, “Antônio” e “Cícero” em seguida. Na prática, escolas, postos de saúde e sistemas públicos precisam lidar com altas taxas de homônimos; por isso, o IBGE orienta o uso combinado de dados como data de nascimento, filiação e CPF para reduzir erros de identificação.
Por outro lado, o mapa de sobrenomes ajuda a compreender ligações familiares, rotas de migração e a presença marcante de troncos portugueses. “Silva” e “Santos” seguem ubíquos; “Lima”, “Oliveira”, “Ferreira”, “Alves”, “Souza”, “Gomes”, “Pereira” e “Nascimento” completam um bloco de grande capilaridade em Alagoas e em estados vizinhos.
Em seguida, novas leituras do painel devem mostrar movimentos sutis na base — como a subida de nomes recentes — sem deslocar os clássicos que atravessam gerações.
Como apuramos — As informações desta reportagem se baseiam nos painéis oficiais de primeiros nomes e de sobrenomes do IBGE. Solicitações de correção podem ser enviadas para contato@br104.com.br.
Este texto será atualizado conforme novas informações oficiais forem divulgadas.
