Cotidiano

Entenda por que os bebês reborn sumiram das redes sociais

Assim como outras febres que surgem na internet, os reborn ganharam visibilidade repentina graças a vídeos virais no TikTok e no Instagram.

Atualizado 5 meses atrás
Bebê reborn - @Reprodução
Bebê reborn - @Reprodução

Os bebês reborn já foram uma verdadeira sensação no Brasil e no mundo. Bonecas hiper-realistas que imitavam bebês de verdade, com pele detalhada, veias aparentes e até cheirinho característico, chegaram a virar tendência em 2025, ocupando espaço em reportagens, grupos de colecionadores e, principalmente, nas redes sociais.

Mas, passados alguns meses do auge, o tema praticamente desapareceu do debate público. A pergunta que fica é: por que ninguém fala mais sobre bebês reborn?

Uma moda que perdeu o fôlego

Assim como outras febres que surgem na internet, os reborn ganharam visibilidade repentina graças a vídeos virais no TikTok e no Instagram. O choque causado pelo realismo das bonecas atraiu milhões de visualizações. Porém, o interesse intenso não se sustentou por muito tempo.

Especialistas em comportamento digital apontam que tendências desse tipo tendem a se esgotar rapidamente. Depois do impacto inicial, a curiosidade diminui e as pessoas passam a buscar novos conteúdos.

De fenômeno popular a nicho restrito

Embora tenham perdido o espaço no grande público, os reborn não desapareceram. Eles continuam sendo produzidos por artesãs especializadas e vendidos em comunidades restritas, onde colecionadores mantêm a valorização da prática.

Os preços, que variam de R$ 500 a mais de R$ 5 mil, continuam atraindo um público específico, mas distante da massa de usuários que deu fama às bonecas em 2025.

O peso das críticas

Outro fator que contribuiu para o silêncio em torno do tema foram as críticas. Muitos questionaram o uso dos reborn como substitutos emocionais, sobretudo em casos de luto ou solidão. Especialistas em saúde mental alertaram que o apego excessivo poderia trazer consequências psicológicas.

Essas discussões geraram desconforto e acabaram afastando parte do público, que preferiu não se associar ao assunto.

Outras modas ocuparam o espaço

Além disso, novas tendências digitais rapidamente substituíram o tema nas redes. Brinquedos interativos, filtros de inteligência artificial e conteúdos de humor ganharam o protagonismo que antes estava com os reborn.

Na velocidade em que a internet gira, a popularidade de um assunto pode durar dias ou, no máximo, algumas semanas. Os bebês reborn seguiram esse mesmo ciclo.

Tendência esquecida, mas não extinta

Embora hoje pouco se fale sobre eles, os reborn continuam presentes em grupos de colecionadores e até em terapias alternativas, especialmente em lares de idosos. A diferença é que saíram da moda e retornaram ao seu espaço de origem: um nicho restrito e apaixonado.

Assim, o silêncio em torno dos bebês reborn não significa que desapareceram. Apenas deixaram de ser pauta nas redes sociais e na imprensa, voltando a ser o que sempre foram — um hobby de poucos, mas fiéis admiradores.