O uso do bebê reborn na terapia tem se popularizado como uma ferramenta de apoio emocional em contextos clínicos, educacionais e psiquiátricos. Inicialmente conhecido como boneca hiper-realista voltada para colecionadores, o bebê reborn passou a ser incorporado por terapeutas em atendimentos com idosos, crianças autistas, pacientes em luto e pessoas com transtornos emocionais.
A semelhança com um recém-nascido real, o peso proporcional e o estímulo afetivo tornam o reborn um recurso eficaz para despertar vínculos emocionais, promover empatia e facilitar o processo terapêutico.
O que é a terapia com bebê reborn?
Trata-se do uso controlado do bebê reborn em sessões de psicologia, terapia ocupacional ou psicopedagogia, com foco em acolhimento emocional e projeção afetiva. Em casos de depressão, solidão, luto ou regressão emocional, o reborn atua como objeto intermediador, ajudando o paciente a acessar emoções profundas.
Apesar de ainda não haver regulamentação formal por conselhos de psicologia, seu uso está se tornando mais comum em instituições de saúde e escolas, sempre com acompanhamento profissional.
Idosos: estímulo emocional e cognitivo
O bebê reborn tem sido usado em asilos, casas de repouso e clínicas geriátricas como ferramenta complementar no tratamento de idosos com demência ou Alzheimer.
Os principais benefícios relatados incluem:
- Redução de agitação e estresse
- Ativação de memórias antigas
- Estímulo ao cuidado e empatia
- Melhora na socialização
Ao interagir com o reborn, muitos idosos resgatam lembranças da maternidade, do cuidado familiar e da rotina doméstica, o que ajuda a reduzir quadros de isolamento.
Crianças: acolhimento e expressão emocional
Em crianças com transtorno do espectro autista (TEA) ou dificuldades de socialização, o bebê reborn se mostra um canal eficiente de expressão emocional. O contato com o boneco permite:
- Fortalecimento do vínculo terapêutico
- Estímulo à linguagem e interação
- Redução de ansiedade em ambientes clínicos
- Ensino de rotinas e responsabilidade
Psicopedagogos também têm utilizado o reborn em ambientes escolares para apoiar crianças com dificuldades emocionais e comportamentais.
Casos de luto: uso sensível e supervisionado
Há relatos do uso do bebê reborn em contextos de luto perinatal, perda gestacional ou morte de filhos. Nesses casos, o reborn funciona como um objeto simbólico, que pode:
- Ajudar no enfrentamento do vazio emocional
- Facilitar o processo de aceitação da perda
- Ser utilizado como apoio em sessões de psicoterapia do luto
Entretanto, é essencial destacar que esse uso deve ser cuidadosamente conduzido por profissionais experientes, para evitar que o boneco seja confundido com a substituição real do ente perdido.
Aplicações clínicas e limites
O bebê reborn não é, por si só, uma terapia. Ele é uma ferramenta complementar que pode fortalecer abordagens terapêuticas tradicionais. Seu uso deve respeitar o perfil do paciente, o plano terapêutico e os limites éticos do profissional.
Terapeutas ocupacionais, cuidadores, psicólogos e psicopedagogos que utilizam o reborn relatam aumento do engajamento dos pacientes e melhora no rendimento das sessões.
Cuidados necessários
Embora seja eficaz em diversos contextos, o uso do bebê reborn na terapia exige atenção:
- Deve ser introduzido apenas com avaliação prévia do paciente
- Não substitui o vínculo humano nem o acompanhamento clínico tradicional
- Pode ser contraindicado em casos de distorção da realidade ou transtornos graves
É fundamental que o uso do reborn seja sempre avaliado caso a caso, com responsabilidade técnica e empatia.
O bebê reborn na terapia representa uma abordagem inovadora e eficaz no apoio a tratamentos emocionais, principalmente quando usado de forma ética, planejada e com supervisão especializada. Seja com crianças, idosos ou pessoas em luto, ele tem se mostrado um importante aliado na construção do cuidado, do vínculo e da saúde emocional.
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