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Juliana Marins morreu? Entenda quais são as chances de a brasileira ainda estar viva

Queda no Monte Rinjani levanta dúvidas sobre sobrevivência de brasileira

Atualizado 8 meses atrás
Juliana Marins - @Reprodução
Juliana Marins - @Reprodução

As operações de resgate da brasileira Juliana Marins, de 26 anos, entraram nesta terça-feira (24) no quarto dia sem sinal da jovem. Ela está desaparecida desde a manhã de sábado (21), após despencar de uma altura superior a mil metros durante uma trilha no Monte Rinjani, na ilha de Lombok, na Indonésia. A pergunta que ronda redes sociais e preocupa familiares é inevitável: Juliana Marins está morta?

Segundo a própria família, Juliana está há mais de 72 horas sem qualquer acesso a água, comida ou agasalho. Ela caiu em uma região íngreme e instável da trilha, e desde então permanece fora do alcance das equipes de resgate. Informações divulgadas pela irmã da vítima desmentem a versão inicial de que ela teria sido localizada e abastecida com mantimentos.

“A informação de que levaram comida, água e agasalho é falsa. Até agora não conseguiram chegar até ela”, afirmou Mariana Marins, em nota divulgada no perfil oficial da família.

Operação enfrenta clima severo e riscos técnicos

A trilha entre Pelawangan Sembalun e o cume do Monte Rinjani foi oficialmente fechada desde o dia 24 de junho. A medida visa impedir o acesso de turistas e garantir agilidade e segurança às equipes de resgate. Segundo a Agência Nacional de Busca e Resgate da Indonésia, a baixa visibilidade, causada por neblina densa e chuvas, impede o uso de helicópteros na área.

Juliana Marins - @Reprodução

Juliana Marins – @Reprodução

Equipes têm utilizado cordas manuais e uma furadeira portátil para instalar ancoragens nas rochas e tentar acessar a fenda onde Juliana supostamente está. Até o momento, o avanço foi de aproximadamente 400 metros pela encosta, restando mais de 600 metros de descida. O esforço é comparado a descer um Corcovado pelo paredão do vulcão.

Além do ambiente desafiador, há escassez de oxigênio a essa altitude, o que limita o tempo de permanência dos socorristas no local. Fontes ligadas à família relatam que Juliana estaria sem água, comida e agasalho desde o acidente, o que aumenta a apreensão sobre sua sobrevivência.

A família nega informações iniciais de que a brasileira teria sido localizada e alimentada. Em vídeo, a irmã de Juliana denunciou que as imagens divulgadas seriam forjadas e que o guia local responsável abandonou a jovem na trilha.

Quais são as chances de Juliana Marins estar viva?

Após mais de 100 horas de desaparecimento em condições extremas, a probabilidade de Juliana Marins estar viva é considerada remota, segundo especialistas em resgates em áreas de montanha. O cenário inclui queda em terreno acidentado, possibilidade de lesões graves, exposição prolongada ao frio, falta de suprimentos e isolamento em local de difícil acesso.

Juliana Marins durante trilha - @Reprodução

Juliana Marins durante trilha – @Reprodução

Mesmo assim, as buscas continuam. A família segue mantendo a fé e pressionando autoridades para intensificarem os esforços, inclusive com operações noturnas, embora as equipes tenham suspendido novas ações durante a noite desta terça-feira (25) por questões de segurança.

Juliana Marins é publicitária, natural de Niterói (RJ), e fazia um mochilão solo pela Ásia. A queda ocorreu no segundo dia da trilha, após relatar cansaço ao grupo e ao guia, que teria seguido caminho ao topo do vulcão sem prestar assistência adequada.

A Embaixada do Brasil na Indonésia acompanha o caso e enviou dois representantes ao local para apoiar as operações. Até o momento, o governo brasileiro não divulgou novos boletins oficiais.