Brasil

Tornado deixa cinco mortos e 130 feridos no Paraná

Rio Bonito do Iguaçu teve casas destruídas e moradores desabrigados após ventos extremamente severos.

Atualizado 3 meses atrás
Casas destruídas e escombros após a passagem do tornado em Rio Bonito do Iguaçu | @ Reprodução
Casas destruídas e escombros após a passagem do tornado em Rio Bonito do Iguaçu | @ Reprodução

Ao menos cinco pessoas perderam a vida e cerca de 130 ficaram feridas após a passagem de um tornado que atingiu o município de Rio Bonito do Iguaçu, no interior do Paraná, na tarde desta sexta-feira (7). A destruição se espalhou por diversos bairros, deixando casas destelhadas, edificações destruídas e veículos revirados. As informações foram confirmadas pela Defesa Civil do Estado, que segue contabilizando danos e prestando assistência às vítimas.

A confirmação de que houve a formação de um tornado foi feita pelo Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná). Segundo técnicos do órgão, a análise inicial aponta para a classificação F2 na escala Fujita, que mede a intensidade desse tipo de ocorrência. Isso significa ventos que podem variar de 180 km/h a 250 km/h.

No entanto, imagens e relatos indicam que, em alguns setores da cidade, a velocidade pode ter ultrapassado 250 km/h, hipótese que elevaria a classificação para F3, considerada ainda mais destrutiva. Segundo especialistas, a avaliação definitiva depende de medições detalhadas no solo, imagens aéreas e inspeção dos padrões de destruição.

De acordo com o governo estadual, o evento climático foi resultado da atuação conjunta de sistemas meteorológicos que ganharam força ao longo da tarde. Um forte sistema de baixa pressão atmosférica entre o Paraguai e o Sul do Brasil favoreceu o avanço de uma frente fria, acompanhada do deslocamento de um ciclone extratropical rumo ao oceano. Essa combinação provocou instabilidade severa em várias regiões paranaenses, especialmente no Oeste, Sudoeste e Centro-Sul. A formação rápida e intensa do fenômeno dificultou a emissão de alertas com maior antecedência.

Reinaldo Kneib, meteorologista do Simepar, destacou que a análise ainda está em curso e pode resultar em uma atualização da classificação do tornado.

“Seguiremos examinando fotos, vídeos, registros de satélite e levantamentos de campo, em conjunto com a Defesa Civil. Caso necessário, o fenômeno será reavaliado, pois os danos foram extremamente severos”, explicou.

Já o Climatempo alerta que o ciclone associado à frente fria segue ativo e ainda pode gerar ventos intensos em outros estados, como Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. A previsão é de que ele se desloque pelo oceano até este domingo (9), podendo provocar rajadas também no litoral do Rio de Janeiro e do Espírito Santo.