A Serasa divulgou, no primeiro semestre de 2025, a nova edição do Mapa do Score, levantamento que mostra o comportamento de crédito dos brasileiros e a média de pontuação em cada região do país.
O estudo apontou uma média nacional de 548 pontos, considerada “boa” pela instituição, mas revelou disparidades significativas entre as diferentes partes do Brasil.
De acordo com os dados, há uma diferença de 51 pontos entre o Sul, que apresentou o melhor desempenho, e o Norte, que ficou na última colocação.
Essa variação mostra como questões econômicas, renda média, acesso ao crédito e inadimplência influenciam diretamente o score dos consumidores.
🏆 Ranking do score de crédito por região (2025)
Sul – 568 pontos
A região Sul lidera o ranking nacional e mantém o histórico de estabilidade financeira.
O resultado reflete maior formalização do mercado de trabalho, níveis de inadimplência mais baixos e educação financeira mais consolidada.
O perfil do consumidor sulista tende a ser mais cauteloso no uso do crédito e mais regular no pagamento de dívidas.
Sudeste – 567 pontos
Logo atrás do Sul, o Sudeste registra uma média praticamente idêntica.
Com forte presença de bancos, fintechs e serviços de crédito digital, a região concentra consumidores com maior acesso a informação e produtos financeiros, o que contribui para scores elevados.
Estados como São Paulo e Minas Gerais puxam o desempenho para cima.
Centro-Oeste – 558 pontos
A terceira posição fica com o Centro-Oeste, que tem perfil econômico diversificado e baixa taxa de inadimplência.
A estabilidade gerada pelo agronegócio e o crescimento do setor de serviços favorecem o comportamento de crédito dos consumidores, colocando a região acima da média nacional.
Nordeste – 527 pontos
Apesar de registrar média inferior ao restante do país, o Nordeste ainda está dentro da faixa considerada “boa” pela Serasa.
O número reflete uma realidade de desafios econômicos, marcada por renda média mais baixa e menor inclusão financeira, mas também por uma melhoria gradual no controle do endividamento das famílias.
Norte – 517 pontos
A região Norte apresenta o menor score médio do país.
Segundo analistas, o resultado está ligado à baixa oferta de crédito formal, maior dependência de financiamento de curto prazo e menor acesso a produtos bancários.
Ainda assim, o índice é considerado “bom” e mostra potencial de avanço à medida que a bancarização cresce.
O score médio nacional de 548 pontos demonstra que o país vive um momento de melhoria na relação com o crédito.
Nos últimos anos, o aumento da digitalização bancária e o acesso a plataformas de consulta, como o Serasa Score, ajudaram a população a acompanhar mais de perto o próprio comportamento financeiro.
Contudo, as diferenças regionais permanecem marcantes.
A distância de 51 pontos entre o Sul e o Norte indica que fatores estruturais, como nível de renda, emprego formal e educação financeira, ainda pesam na formação da pontuação.
Especialistas avaliam que a disparidade também reflete acesso desigual a crédito barato, já que regiões com menor oferta de produtos bancários tendem a recorrer a modalidades mais caras, o que impacta o score.
Para analistas de finanças pessoais, os números do Mapa do Score 2025 indicam avanços consistentes, mas também reforçam a necessidade de educação financeira regionalizada.
Segundo economistas, é fundamental que programas de orientação ao consumidor sejam adaptados à realidade de cada região, especialmente nas áreas com menor inclusão bancária.
A Serasa destacou, em nota, que a faixa de 501 a 700 pontos é considerada boa, e que o comportamento responsável com dívidas — pagando contas em dia e evitando atrasos — é o principal fator de manutenção do score.
A empresa também informou que o Mapa do Score será atualizado a cada seis meses, permitindo acompanhar tendências e variações no perfil de crédito dos brasileiros.
Como consultar o próprio score
Os consumidores podem consultar gratuitamente o seu Serasa Score pelo site ou aplicativo oficial da instituição.
A pontuação é calculada com base no histórico de pagamentos, dívidas em aberto, tempo de relacionamento com o crédito e outros fatores comportamentais.
Quanto maior o número, melhor o perfil de crédito e maiores as chances de conseguir financiamentos com juros menores.
