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Nova autópsia confirma que Juliana Marins morreu após queda de grande altura na Indonésia

O resultado reforça a versão de acidente, mas ainda há dúvidas sobre o tempo de vida da vítima após a queda.

Atualizado 7 meses atrás
Juliana Marins - @Reprodução
Juliana Marins - @Reprodução

O laudo da nova autópsia realizada no Brasil confirmou que a publicitária Juliana Marins, de 26 anos, morreu em decorrência de múltiplos ferimentos causados por uma queda de grande altura durante uma trilha na Indonésia. A perícia apontou hemorragia interna como causa imediata da morte, provocada por lesões graves em órgãos vitais, compatíveis com um impacto de alta energia. O resultado reforça a versão de acidente, mas ainda há dúvidas sobre o tempo de vida da vítima após a queda.

Juliana caiu enquanto fazia trilha com um grupo em uma área de mata. O corpo foi localizado quatro dias após o desaparecimento, mas o laudo indica que a jovem faleceu entre 10 e 20 minutos depois do acidente. O documento, produzido pelo Instituto Médico-Legal (IML) após o traslado do corpo ao Brasil, revelou que os traumas atingiram diversas regiões – crânio, tórax, abdômen, pelve, membros e coluna – em um impacto único e de intensidade elevada.

A reavaliação do caso foi motivada por inconsistências no atestado de óbito emitido pela Embaixada do Brasil em Jacarta, que se baseou em dados fornecidos pelas autoridades indonésias. A família da publicitária, representada pela Defensoria Pública da União (DPU), solicitou a nova autópsia diante da falta de informações precisas sobre o momento da morte e a possibilidade de omissão de socorro.

Apesar dos ferimentos serem considerados letais, o laudo brasileiro não descarta a hipótese de que Juliana tenha passado por um período de sofrimento físico e mental antes de morrer. Os peritos utilizaram o termo “período agonal” para descrever os minutos finais da jovem, quando o corpo começou a entrar em falência progressiva. Segundo especialistas, nesse intervalo não haveria condições para locomoção ou qualquer forma de reação eficaz por parte da vítima.

O relatório técnico também destacou fatores ambientais que podem ter contribuído para o acidente. A exposição prolongada ao sol, o isolamento e as características do terreno podem ter causado desorientação, dificultando a tomada de decisões. Não foram detectados sinais de desnutrição, uso de drogas ou fadiga extrema. O corpo apresentava ressecamento ocular e lesões musculares compatíveis com o impacto e com o relevo do local onde foi encontrado.

Outro ponto abordado pela nova perícia foi a ausência de sinais de agressão física anterior ao acidente. Não foram encontrados indícios de luta, contenção ou violência. Algumas marcas observadas no corpo foram atribuídas à movimentação após a queda, possivelmente durante o deslizamento ou o contato com pedras e vegetação.

A principal dúvida da família continua sendo se a jovem poderia ter sobrevivido por mais tempo caso tivesse recebido atendimento imediato. Imagens de drones feitas por turistas levantaram a hipótese de que Juliana estivesse viva após a queda, aguardando por socorro. No entanto, o corpo chegou ao Brasil já embalsamado, o que dificultou a coleta de informações mais precisas sobre o tempo de morte.

A investigação continua em andamento para esclarecer os detalhes finais do caso.