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Confirmado: Juliana Marins morreu após 4 dias desaparecida no Monte Rinjani

Família confirma morte de Juliana Marins após queda no Monte Rinjani, na Indonésia. Resgate durou 4 dias e enfrentou terreno íngreme e clima hostil.

Atualizado 8 meses atrás
Juliana Marins - @Reprodução
Juliana Marins - @Reprodução

Juliana Marins, brasileira de 26 anos, foi encontrada sem vida após quatro dias de buscas intensas no Monte Rinjani, um dos destinos mais procurados por trilheiros na Indonésia. A jovem despencou de um penhasco no sábado (21) e, desde então, mobilizou uma das maiores operações de resgate da região nos últimos anos.

A confirmação do falecimento foi feita pela própria família por meio das redes sociais, na manhã desta terça-feira (24). “Hoje, a equipe de resgate conseguiu chegar até o local onde Juliana Marins estava. Com imensa tristeza, informamos que ela não resistiu. Seguimos muito gratos por todas as orações, mensagens de carinho e apoio que temos recebido”, diz o comunicado.

Juliana estava sozinha quando caiu de uma altura que pode ter ultrapassado 650 metros. A trilha em que ela se encontrava foi interditada para facilitar o acesso das equipes de resgate, que enfrentaram neblina densa, solo instável e escassez de oxigênio na altitude.

Resgate mobilizou dezenas de socorristas

A operação de resgate, considerada uma das mais desafiadoras já realizadas no Parque Nacional do Monte Rinjani, envolveu drones, alpinistas experientes, furadeiras portáteis e dois helicópteros que permaneceram de sobreaviso, mas não puderam ser usados devido às condições climáticas.

Na segunda-feira (23), um drone operado por voluntários conseguiu localizar Juliana a cerca de 500 metros abaixo da trilha. No entanto, ao retomar os trabalhos na terça, os socorristas confirmaram que ela estava ainda mais abaixo — a cerca de 650 metros — o que obrigou a equipe a descer o equivalente a um Corcovado pela encosta do vulcão.

Apesar dos obstáculos, os socorristas montaram um acampamento avançado próximo ao local da queda e conseguiram chegar até a jovem nesta manhã, quando constataram o óbito.

Entenda o caso Juliana Marins

Natural de Niterói (RJ), Juliana Marins fazia uma viagem solo pela Ásia e compartilhava sua jornada pelas redes sociais. Ela é formada em Publicidade e Propaganda pela UFRJ e também praticava pole dance. Na madrugada de sábado, ela comunicou ao grupo com quem fazia a trilha que não seguiria adiante por estar cansada. O guia, segundo relatos da irmã, seguiu sozinho rumo ao cume do Rinjani.

Sozinha e abandonada, Juliana teria se desesperado e, segundo a família, acabou caindo em uma região de difícil acesso. Desde o início, os familiares criticaram as informações desencontradas repassadas pelas autoridades locais e pela embaixada do Brasil na Indonésia, que inicialmente afirmou que a jovem teria recebido alimentos e abrigo — o que foi desmentido posteriormente.

O caso gerou forte comoção nas redes sociais e reacendeu o debate sobre segurança em trilhas internacionais, sobretudo em locais com estrutura precária e comunicação limitada.