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Família aciona PF após vazamento de novo laudo sobre morte de Juliana Marins

O documento, que deveria estar sob sigilo e sob responsabilidade da Polícia Civil do Rio de Janeiro, foi divulgado à imprensa na noite da última terça-feira (8).

Atualizado 7 meses atrás
Família de Juliana Marins | @ Reprodução/Instagram
Família de Juliana Marins | @ Reprodução/Instagram

A família de Juliana Marins, jovem brasileira que morreu durante uma trilha no Monte Rinjani, na Indonésia, acionou a Polícia Federal para investigar o vazamento do laudo da nova autópsia realizada no corpo da vítima. O documento, que deveria estar sob sigilo e sob responsabilidade da Polícia Civil do Rio de Janeiro, foi divulgado à imprensa na noite da última terça-feira (8), antes que os próprios familiares tivessem acesso oficial ao conteúdo.

A irmã da vítima, Marina Marins, afirmou nesta quarta-feira (9) que soube das conclusões do laudo pela mídia e que, até o momento, a família não havia “recebido nada”. A expectativa, segundo ela, era que os resultados fossem entregues somente na sexta-feira (11), data em que a família realizaria uma coletiva ao lado da Defensoria Pública da União (DPU) e do perito técnico particular contratado para acompanhar o caso.

A Secretaria de Estado de Polícia Civil confirmou que o laudo foi concluído e incluído no processo, que corre em segredo de Justiça. A nova perícia, realizada no Instituto Médico-Legal do Rio de Janeiro logo após a chegada do corpo ao Brasil, contou com a participação de dois peritos da Polícia Civil, um perito da Polícia Federal e um assistente técnico indicado pela família.

O laudo confirma que Juliana morreu em decorrência de múltiplos traumas causados por uma queda de grande altura. A informação vai ao encontro da primeira autópsia feita na Indonésia, que apontava trauma contundente e hemorragia interna em órgãos vitais. No entanto, devido ao estado do corpo – que chegou ao Brasil já embalsamado -, não foi possível determinar o horário exato da morte, nem saber se houve mais de uma queda.

Segundo os peritos, os ferimentos foram provocados por um único impacto de alta intensidade, comprometendo crânio, tórax, abdome, pelve, membros e coluna vertebral. Marcas indicam que o corpo foi deslocado após o impacto, o que pode ter sido causado pela inclinação do terreno. O relatório também aponta que fatores como estresse extremo, desorientação, isolamento e ambiente hostil podem ter contribuído para o acidente.

Ainda de acordo com o documento, foram encontradas lesões musculares e ressecamento nos olhos, mas não houve indícios de desnutrição, fadiga extrema ou uso de drogas ilícitas.