Duas professoras da creche Espaço de Desenvolvimento Infantil René Biscaia, localizada em Cosmos, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, foram suspensas sob a suspeita de terem dopado um menino autista de 2 anos com Zolpidem, um medicamento hipnótico de uso controlado, indicado para o tratamento de insônia de curta duração.
A Secretaria Municipal de Educação anunciou a suspensão das docentes e a instauração de uma sindicância para investigar o caso.
A investigação está sendo conduzida pela 36ª DP (Santa Cruz), que, em nota, informou que “os agentes estão ouvindo testemunhas e requisitaram imagens de câmeras do local”. A polícia está trabalhando para reunir todas as evidências necessárias para esclarecer a situação.
A mãe da criança se reuniu com o Secretário Municipal de Educação do Rio, Renan Ferreirinha, para obter mais informações sobre o caso.
“Ele explicou para gente sobre a sindicância, disse que já estava correndo da maneira que tem que ser feita e que as partes já começaram a ser ouvidas. Que não havia afastado antes os profissionais porque de fato ele não tinha tudo que fosse necessário. Decidido por eles que de início pelo menos as duas profissionais que tiveram um contato direto com meu filho até o momento em que peguei ele”, relatou.
Com a mudança de creche, a criança agora frequenta uma unidade em Paciência, também na Zona Oeste, onde recebe o acompanhamento de um moderador especializado.
Este profissional ajudará nas atividades propostas, algo que não era disponibilizado na unidade anterior. A mãe demonstrou satisfação com a nova creche, apesar de ainda estar construindo um vínculo de confiança.
“Ofereceram uma pessoa para ficar com ele porque antes não tinha uma pessoa especializada no cuidado dele. No primeiro contato, ela foi carinhosa, tentou estimular ele nas brincadeiras, tentou colocá-lo nas atividades. Ela disse ‘olha, estou conhecendo ele, quero que ele me conheça, pegue confiança’. Porque as crianças autistas têm isso, precisam criar um vínculo com a pessoa. Amanhã é o segundo dia, vamos ver como vai ser a adaptação”, disse a mãe.
