O corpo da brasileira Juliana Marins, que morreu após cair durante uma trilha no vulcão Rinjani, na Indonésia, será velado nesta sexta-feira (4), em Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. O velório está previsto para ocorrer das 10h às 12h com acesso aberto ao público. Após esse período, a cerimônia será restrita a familiares e amigos e deve seguir até as 15h.
Juliana desapareceu em 21 de junho durante a madrugada, por volta das 4h, quando fazia a trilha rumo ao cume do Monte Rinjani, um dos destinos de trekking mais desafiadores do sudeste asiático. De acordo com relatos da irmã da vítima, Mariana Marins, Juliana teria interrompido a subida por cansaço e ficou descansando em um ponto da trilha com autorização do guia da excursão. Ela estava sozinha no momento do acidente. Acredita-se que, desorientada, acabou se deslocando por conta própria e caiu em uma área de encosta íngreme e de difícil acesso.
O corpo da brasileira só foi localizado quatro dias depois, no dia 25 de junho, após mais de sete horas de buscas realizadas pela equipe da Agência Nacional de Busca e Resgate da Indonésia (Basarnas), com o auxílio de voluntários experientes em montanhismo. A resposta das autoridades locais ao desaparecimento foi alvo de críticas por parte da família, que aponta lentidão no início das buscas – a Defesa Civil teria só chegado ao local por volta das 19h do mesmo dia, quase 15 horas após o registro do sumiço.
A primeira autópsia no corpo de Juliana foi realizada no dia 26 de junho, no Hospital Bali Mandara, em Bali, logo após a remoção do corpo do Parque Nacional do Monte Rinjani. Em entrevista coletiva, o médico legista Ida Bagus Putu Alit afirmou que a brasileira morreu em decorrência de múltiplas fraturas e lesões internas.
“Os indícios mostram que a morte foi quase imediata. Por quê? Devido à extensão dos ferimentos, fraturas múltiplas, lesões internas – praticamente em todo o corpo, incluindo órgãos internos do tórax. [Ela sobreviveu por] menos de 20 minutos”, explicou o médico.
No entanto, a maneira como o laudo foi divulgado gerou revolta na família. A irmã da vítima criticou a condução da comunicação por parte do hospital indonésio: “Caos e absurdo. Minha família foi chamada no hospital para receber o laudo, mas, antes que eles tivessem acesso a esse laudo, o médico achou de bom tom dar uma coletiva de imprensa para falar para todo mundo que estava dando o laudo antes de falar para minha família. É absurdo atrás de absurdo e não acaba mais”, desabafou.
Diante das incertezas deixadas pelas autoridades da Indonésia, a Polícia Civil do Rio de Janeiro realizou uma segunda autópsia no corpo de Juliana nesta quarta-feira (2). A análise preliminar deve sair em até sete dias. A família espera que o novo laudo possa esclarecer, com maior precisão, o momento da morte e as circunstâncias do acidente, já que o primeiro exame não trouxe essa informação com exatidão.
