O corpo da brasileira Juliana Marins, que morreu após sofrer uma queda durante uma trilha no vulcão Rinjani, na Indonésia, será velado nesta sexta-feira (4), em Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. O velório acontecerá das 10h às 12h e será aberto ao público. Após esse período, a cerimônia será restrita a familiares e amigos, com previsão de encerramento às 15h. Em seguida, o corpo será cremado.
Juliana, que morava em Niterói, teve sua morte confirmada na semana passada, após desaparecer durante uma expedição no monte Rinjani, um dos destinos mais procurados por turistas que visitam a ilha de Lombok. Seu corpo foi localizado por voluntários experientes em montanhismo e equipes de resgate indonésias em uma região de difícil acesso.
O corpo chegou ao Brasil na última terça-feira (1º). Na quarta-feira (2), a pedido da Defensoria Pública da União, a Justiça Federal autorizou a realização de uma nova autópsia no Instituto Médico Legal (IML) Afrânio Peixoto, no Rio de Janeiro. Após a perícia complementar, o corpo foi liberado para a família dar continuidade aos trâmites funerários. A análise preliminar deve sair em até sete dias.
A autorização para a cremação foi concedida nesta quinta-feira (3) pela Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro.
Sobre o caso
Juliana desapareceu em 21 de junho durante a madrugada, por volta das 4h, quando fazia a trilha rumo ao cume do Monte Rinjani, um dos destinos de trekking mais desafiadores do sudeste asiático. De acordo com relatos da irmã da vítima, Mariana Marins, Juliana teria interrompido a subida por cansaço e ficou descansando em um ponto da trilha com autorização do guia da excursão. Ela estava sozinha no momento do acidente. Acredita-se que, desorientada, acabou se deslocando por conta própria e caiu em uma área de encosta íngreme e de difícil acesso.
O corpo da brasileira só foi localizado quatro dias depois, no dia 25 de junho, após mais de sete horas de buscas realizadas pela equipe da Agência Nacional de Busca e Resgate da Indonésia (Basarnas), com o auxílio de voluntários experientes em montanhismo. A resposta das autoridades locais ao desaparecimento foi alvo de críticas por parte da família, que aponta lentidão no início das buscas – a Defesa Civil teria só chegado ao local por volta das 19h do mesmo dia, quase 15 horas após o registro do sumiço.
