O auge da chuva de meteoros Perseidas acontece na noite desta terça-feira (12) e se estende até a madrugada de quarta (13), prometendo um espetáculo astronômico para os observadores. O fenômeno, considerado um dos mais importantes do ano, ocorre quando a Terra cruza uma trilha de fragmentos deixada pelo cometa Swift-Tuttle, provocando riscos luminosos no céu conhecidos como “estrelas cadentes”.
De acordo com o Observatório Nacional (ON), a chuva das Perseidas pode ser vista anualmente entre meados de julho e o fim de agosto, mas é neste período que a atividade atinge seu pico. No Hemisfério Norte, em condições ideais, podem ser observados de 50 a 75 meteoros por hora. No Brasil, a visualização é mais restrita, com melhores condições para quem está na região Norte do país.
Apesar da expectativa, um obstáculo natural pode reduzir o espetáculo: o brilho da Lua quase cheia, que deve ofuscar meteoros menos intensos e favorecer apenas os mais brilhantes.
O nome “Perseidas” faz referência ao herói da mitologia grega Perseu e à constelação que leva o seu nome. As partículas que formam a chuva são pequenas rochas e grãos de poeira que, ao entrarem na atmosfera em alta velocidade, incendeiam-se e geram o traço luminoso característico do fenômeno.
Para aumentar as chances de observação no Brasil, os especialistas recomendam:
Escolher locais afastados da iluminação artificial, como áreas rurais, praias ou miradouros;
Chegar cedo para permitir que os olhos se acostumem à escuridão, o que leva cerca de 20 a 30 minutos;
Evitar o uso de celulares ou lanternas com luz branca, pois prejudicam a adaptação da visão;
Olhar na direção oposta à Lua, reduzindo o impacto do brilho lunar;
Ter paciência, já que os meteoros podem aparecer em intervalos irregulares e em diferentes pontos do céu;
Deitar-se ou inclinar-se para trás para ter um campo de visão mais amplo e confortável.
