Roberto Ventura

Bel. em Ciências Sociais, (Cientista Político) e Jornalista

A eleição de Fernando Collor e a transição do modelo tradicional ao modelo moderno de se fazer campanha

Publicado em: 05/01/20 às 14:32 | Atualizado em 05/01/2020 14:44


Vamos analisar a partir de hoje, quais os principais motivos e como ocorreu a vitória de Fernando Collor de Mello nas eleições presidenciais de 1989; analisaremos a vitoria de FHC, a conquista de Luiz Inácio Lula da Silva e a influência do marketing politico nessas eleições

PARTE 1:

A campanha presidencial de 1989 fez com que o marketing politico assumisse toda a sua importância no Brasil. Foi um período de transição de um modelo para o outro, e o  modelo moderno de se fazer campanha chegou para ficar.

Essas eleições tiveram importância tanto histórica quanto política, porque foram apresentadas diversas novidades depois de o país viver 20 anos de ditadura militar

Esses 20 anos acarretaram na falta de experiência dos candidatos devido a inexistência de eleições livres principalmente no âmbito majoritário.

Foi nesse ambiente que Collor de Mello e sua equipe constataram o que se passava e o que pensava a sociedade brasileira e, evidentemente, o que aspirava o eleitorado brasileiro.

Apresentando um estilo jovem guerreiro, exibindo-se em viagens de jatinho, lutador de artes marciais, corpo atlético, esbanjando o ar de vítima e ao mesmo tempo de mártir, apresentando-se como salvador da pátria, e sem esquecermos da famosa frase “não me deixem só”, tudo isso foi minuciosamente pensado e orquestrado na ideia de se construir um personagem extraordinário, um homem que faria o milagre que todos esperavam. Portanto, foram esses os aspectos que Collor usou para se eleger.

Foi realizado um estudo minucioso através da equipe de Collor, onde foram estudados e detectados todos os detalhes referentes aos demais candidatos, ou seja, o potencial e  as dificuldades de seus concorrentes.

É importante frisar que, Fernando Collor não tinha estrutura partidária, haja vista que o partido o qual era filiado praticamente inexistia do ponto de vista político. Sem o apoio de lideranças em nível nacional, sem o apoio de governadores (isso no primeiro turno), disputando contra candidatos de maior potencial político que possuíam todas essas particularidades; pareceu a todos um milagre  realizado por profissionais experientes e capacitados do marketing e da publicidade política. Entretanto, Collor possuía um grande e eficiente suporte tecnológico.

*Continua na Parte 2


Roberto Ventura é Bel. em Ciências Sociais, (Cientista Político), Jornalista, Radialista, Pós-graduado em Assessoria de Comunicação e Marketing. Cursou Marketing Político. É Analista e Comentarista Político e Ex-Árbitro de Futebol Profissional. Servidor Público Estadual na área da Segurança Pública.



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