Roberto Ventura

Bel. em Ciências Sociais, (Cientista Político) e Jornalista

A eleição de Fernando Collor e a transição do modelo tradicional de se fazer campanha para o modelo moderno – Parte 2

Publicado em: 07/01/20 às 16:13 | Atualizado em 07/01/2020 16:28


A campanha de Fernando Collor inaugurou o que representou na ocasião, um grande diferencial em relação aos adversários e às campanhas anteriores.

Collor adotou uma estratégia que tinha o objetivo e o poder de acabar com todos os danos e males porque passava a população.

Revestido na figura de o “caçador de marajás”, a qual foi unanimemente reconhecida como a chave do sucesso de sua campanha.

Essa criação foi muito importante e bem explorada pela mídia, especialmente nos programas partidários que lançaram sua candidatura à presidência da república, garantindo assim, sua rápida nas pesquisas de intenção de votos já nos primeiros seis meses de 1989.

O slogan da campanha de Collor “caçador de marajás”, – fato que o ajudou bastante em sua projeção em nível nacional -, foi organizado com base em resultados de pesquisas levantados de modo especial para a sua campanha.

Assim, no período eleitoral, Fernando Collor de Mello passou a simbolizar para os eleitores especificamente os menos favorecidos, a luta contra as injustiças e a exclusão social, dessa maneira, os ‘descamisados e pés no chão’ – como dizia Collor -, eles aderiram em massa à sua candidatura desde o início, assegurando sua passagem para o segundo turno.

Em relação a produção e construção da imagem de Collor, seu plano para alcançar um objetivo especifico e seu marketing político foram perfeitos, impecáveis, infalíveis.

Nos comícios e aparições mostrados pela televisão, era possível ver o espetáculo impressionante de Collor, caminhando no meio da multidão ou dirigindo-se a ela em sua fala no palanque, punhos cerrados, braços erguidos com muita energia num gesto de desafio com muito mais ênfase do que o conteúdo dos discursos de pouca duração, tudo isso solidificou a imagem do candidato como a força dos que não tem força e a possibilidade de salvação daqueles a quem a sociedade excluiu transformando-os em cidadãos de classe inferior.

Collor faz de seu marketing político seu grande cabo eleitoral, menosprezando o peso e os costumes, a tradição, os hábitos dos ritos, usados da política partidária nesse processo. Ele aproveitou a recente democracia surgida no Brasil e a fragilidade dos partidos políticos para lançar sua candidatura com base somente nos instrumentos modernos de se fazer campanha, ou seja, os recursos do marketing político.

Em 1989 Collor inseriu no cenário político nacional alguns elementos necessários para o desenvolvimento do marketing eleitoral e político, recorrendo a pesquisas, a implementação de estratégias de campanha e a utilização dos veículos de comunicação disponíveis para criar uma imagem positiva para o eleitorado, como de fato ocorreu.

 


Roberto Ventura é Bel. em Ciências Sociais, (Cientista Político), Jornalista, Radialista, Pós-graduado em Assessoria de Comunicação e Marketing. Cursou Marketing Político. É Analista e Comentarista Político e Ex-Árbitro de Futebol Profissional. Servidor Público Estadual na área da Segurança Pública.



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