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Rhonattas Ferro

Arapiraquense, Funcionário Público, Ex-comerciante apaixonado por comércio

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Graduado em Administração Pública pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL). Pós Graduando em Liderança, Inovação e Gestão 4.0 pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS). Pós Graduando em Digital Business pela Universidade de São Paulo (USP/Esalq)

A empresa que você trabalha parece estar mudando? Entenda o porquê e saiba que você também necessita mudar!

A necessidade de desenvolver novas habilidades para o novo mercado de trabalho.

Publicado em: 07/08/21 às 12:59 | Atualizado em 07/08/2021 13:00


Imagem: ampliar.org.br

O mundo do trabalho vem sofrendo mudanças significativas nos últimos anos. Organizações que até então pareciam muito bem estruturadas, à prova de qualquer abalo sísmico, agora parecem tremer a cada questionamento ao seu modo de se posicionar no mercado e status quo – “se está tudo bem, vamos continuar assim”.

As startups (iniciantes), encabeçadas no Brasil pelas fintechs (empresas ligadas a tecnologias financeiras) como Nubank e PicPay, são um bom exemplo desses novos modelos de negócios, pois são idealizadas sob novos eixos de valores e propósitos, entendem o lucro como uma consequência de seu papel social e econômico, não como um fim em si mesmo. Preço não é a única preocupação, elas focam na agilidade, qualidade, personalização, flexibilidade, percepção do cliente sobre seus produtos e serviços e, inclusive, muitas vezes, desenvolvem os produtos com a participação de clientes e usuários. Essas empresas não colocam em xeque apenas o modo com que o mercado faz as coisas, elas nos questionam quanto à maneira como nos relacionamos ao consumir, nos apresentam soluções inovadoras e novos critérios de interação com o mundo, as pessoas e os negócios. Isso parece estar funcionando bem.

Há dois cenários macroeconômicos que necessitam serem esclarecidos para melhor entendermos as mudanças corporativas que já se concretizaram, que estão em desenvolvimento e que serão tendências no futuro, são eles: o mundo VUCA e o mundo BANI.

Volátil, Incerto, Complexo e Ambíguo (VUCA – sigla em inglês criada nos anos 90 por militares americanos para descrever o mundo no ambiente pós Guerra-Fria). Este é o contexto corporativo que as empresas vêm enfrentando há um tempo. Mudanças rápidas, com destinos muitas vezes incertos, cujas decisões trazem altos graus de complexidade, principalmente pela necessidade de ações personalizadas para vários grupos de interesse.

Fragilidade, Ansiedade, Não-linearidade e Incompreensível (BANI – acrônimo em inglês criado pelo antropólogo Jamais Cascio) para caracterizar o cenário evolutivo do mundo VUCA. O mundo BANI se encaixa aos desafios dos contextos pandêmico, pós pandêmico e da aceleração do mundo digital. Segundo o próprio Jamais Cascio em seu artigo “Facing the age of Chaos” (Enfrentando a era do Caos) afirma: “Os métodos que desenvolvemos ao longo dos anos para reconhecer e responder às interrupções comuns são cada vez mais inadequados quando o mundo parece estar desmoronando.”

Os negócios estão sendo constantemente questionados por clientes, por novos modelos sustentáveis, como a economia circular, por investidores, por governos, etc. Relacionar-se nunca foi tão desafiador, adaptar-se é o novo estandarte empresarial.

As organizações necessitam repensar suas conexões com colaboradores, clientes, fornecedores, concorrentes, sociedade e meio ambiente. Devem rever, remodelar e criar produtos e serviços, abrir-se às tecnologias e revisar seu posicionamento de mercado, pois ao não fazê-los, assumem o risco do esquecimento, como tantas outras corporações que negligenciaram as mudanças gritantes e urgentes de suas épocas. Como a KODAK, que não entendeu que o futuro das imagens sairia do analógico para o digital, ou mesmo a Blockbuster que negligenciou o novo formato de entretenimento oferecido pela Netflix.

É notável que a pandemia está desempenhando um papel fundamental como propulsora de novas transformações ou na antecipação de mudanças já planejadas, desde as formas de trabalho, passando por lançamentos de tecnologias e, principalmente, o impacto no mercado de trabalho com a extinção e o nascimento de postos em novos formatos e com novos desafios. O relatório do McKinsey Global Institute (MGI) afirma: “A pandemia da COVID-19 provocou disrupções nos mercados de trabalho do mundo todo em 2020. As consequências de curto prazo foram repentinas e, em muitos casos, severas: milhões de pessoas foram dispensadas temporariamente ou perderam o emprego, enquanto outras se adaptaram rapidamente ao trabalho remoto à medida que os escritórios fechavam”. Nota-se então que os desafios para sobrevivência estão longe de ser apenas para as empresas, os trabalhadores também devem se adaptar, se reanalisar, se criticar e se transformar a partir de novos conhecimentos, novas competências e habilidades.

Quando ouço os temores sobre o fechamento de postos de trabalho devido à substituição de alguns empregos por máquinas, reflito e sempre concordo que isso é verdade: toda e qualquer tarefa que puder ser exercida em melhor velocidade, qualidade e custo, ou seja, geralmente tarefas repetitivas, não se enganem, serão substituídas. Todavia, neste cenário, as coisas não estão perdidas, pois enquanto alguns postos fecham, vários outros são criados. Segundo Tiago Salomão, sócio da consultoria de carreira Korn Ferry, “temos uma fila gigante de pessoas buscando emprego, e uma fila também enorme de empresas procurando profissionais. Mas não há um encontro entre essa oferta e demanda. As empresas não encontram quem precisam porque faltam profissionais com as habilidades chaves”.

Desta forma, está claro que devemos desenvolver novas habilidades técnicas, sociais e emocionais. Segundo o Fórum Econômico Mundial (FEM), através de um relatório publicado no final de 2020, dentre as quinze habilidades identificadas como essenciais para os novos desafios das empresas e dos empregos no mundo dinâmico chamado VUCA e sua evolução o mundo BANI, aparecem aquelas que até o momento boa parte dos trabalhadores provavelmente nunca foram cobrados em suas atividades, como: Aprendizagem Ativa e Estratégia de Aprendizado; Pensamento Analítico e Inovação; Pensamento Crítico; Liderança; Resiliência; Inteligência Emocional; Experiência do Usuário e Foco no Cliente. A lista completa estará no link abaixo.

Então, se você nunca escutou falar sobre essas habilidades, alerto que meu intuito com essa coluna é opinar e te trazer análises sobre cada uma delas nos próximos textos, o que não impede de você já começar sua transformação profissional para se tornar alguém desejado por empresas, demonstrando interesse na busca por conhecimento e aprendizagem ativa. Há várias formas gratuitas de buscar conhecimento nessas áreas, seja no Youtube, em e-books, nesta coluna, nas boas informações em redes sociais, e uma das melhores e mais enriquecedoras para mim: os Cursos Online na plataforma Coursera.

Então… simbora ser a jóia da empresa!

https://www.infomoney.com.br/carreira/as-15-habilidades-que-estarao-em-alta-no-mercado-de-trabalho-ate-2025-segundo-o-forum-economico-mundial/

https://www.mckinsey.com/featured-insights/future-of-work/the-future-of-work-after-covid-19/pt-BR

https://www.coursera.org/?network=g&utm_source=gg&creativeid=497293653301&matchtype=b&adgroupid=126064150068&gclid=EAIaIQobChMIn6LNsKfb8QIVhoeRCh1gPQMqEAAYASAAEgIwgPD_BwE&keyword=cursera&utm_content=96-BrandedSearch-Portuguese-Brazil&hide_mobile_promo=&utm_campaign=96-BrandedSearch-Portuguese-Brazil&campaignid=12293166169&devicemodel=&adpostion=&utm_medium=sem&device=c

https://www.youtube.com/watch?v=pDMAfc1ya1M

 

Fonte da imagem: https://ampliar.org.br/habilidades-e-competencias/



“Invista em si mesmo o máximo que puder. Você é o seu maior patrimônio.” Warren Buffet.

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