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Larissa Galindo

Pernambucana, administradora e graduanda em nutrição.

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Bacharela em Administração Pública pela UFAL, possui formação técnica em nutrição e dietética. Além disso, também é estudante de graduação em Nutrição. Os seus escritos abrangem os efeitos da alimentação na saúde, desmistificando os assuntos da área.


Saúde

6 dicas que ajudam a diminuir a vontade por doces

Publicado: | Atualizado em 12/11/2021 15:51


Frutas vs donuts | © Ilustração

Atenção, formiguinhas de plantão! A coluna de hoje é dedicada a vocês! No texto anterior, falei sobre o açúcar escondido nos rótulos dos produtos “zero açúcar”. Hoje, darei 6 dicas que vão ajudar a amenizar a vontade de comer doce o tempo todo.

Antes de qualquer coisa, é importante entender que comer industrializados, fast foods ou doces, VEZ OU OUTRA, não irá atrapalhar sua saúde ou os objetivos da sua dieta, mas quando essas “EXCEÇÕES” passam a ter uma frequência, elas já deixam de ser exceção e passam a fazer parte da ROTINA, e isso sim pode atrapalhar sua saúde e dieta.

Por exemplo, você faz tudo certinho durante a semana toda, mas daí seu fim de semana já começa na quinta ou sexta à noite. Com isso, são 3 dias durante o dia todo, comendo fora da alimentação saudável, com repetição no fim de semana seguinte, e no outro também… E nesse ciclo, você nem percebe que em 3 de 7 dias da sua semana, você faz “exceções”, sem contar datas comemorativas, aniversários, reuniões com amigos, etc.

Prepara o print para guardar essas dicas:

Dica 1: Retire os industrializados ultra processados da sua vida, refrigerantes e sucos industrializados. Prefira produtos in natura e sempre a fruta ao suco. Eu sei que isso todo mundo fala e parece óbvio, mas o óbvio também precisa ser dito.

Os ultra processados são lotados de açucares, sódio e aditivos que deixam os produtos alimentícios hiperpalatáveis. Eles foram elaborados assim propositalmente, sendo muito difícil de você conseguir controlar a quantidade na hora de comer. Como vários slogans já deixam claro, é “impossível comer um só”.

Dica 2: Prefira frutas mais cítricas e chocolates mais amargos. Dê preferência para os chocolates 70% cacau – quanto maior a porcentagem de cacau, menos açúcar. Essa troca vai ajudar a ir acostumando seu paladar a preferir menos coisas doces.

Dica 3: Beba água! Comece a observar quantas vezes você sentiu vontade de comer doces, quando na verdade você só precisava se hidratar. Nem sempre é vontade ou fome, às vezes é só sede.

A indústria alimentícia está sempre nos incentivando a comer a cada instante, através de anúncios com imagens de queijo derretido do fast food, ou com o som da crocância nos vídeos, ou quando você vai brechar as redes sociais e aparecem aquelas receitas de bolos tipo vulcão, com a famosa “erupção” de cobertura de chocolate.

Com isso, acabamos só pensando em comida o tempo todo, e esquecemos de nos hidratar; mesmo com o corpo dando todos os sinais, parecemos estar desconectados dele, a pele resseca, a boca racha, e lá estámos nós tomando um refrigerante, comendo um docinho, em vez de tomarmos água.

Dica 4: Organize seu armário/cozinha! Simplesmente, retire todos os produtos alimentícios que possam ser gatilhos para você se descontrolar e comer aos montes. Ou nem compre, pois se você não tiver aquele docinho gatilho em casa, só em pensar no trabalho de ir comprar, isso pode te fazer repensar.

Tenha ao alcance opções saudáveis para não ficar na vontade. E não é que você não vai comer “nunca mais” aqueles docinhos, mas foque na liberdade de “escolher o melhor momento” de comer, para não atrapalhar suas metas. Se trata apenas de diminuir a frequência, para não acabar sendo controlado pelos doces.

Dica 5: Vale a pena? Pare para pensar se aqueles segundos de prazer valem diante do contexto dos seus objetivos, já que você sabe que não se controla para comer uma porção menor daquilo.

Muitas vezes você está focado em suas metas, cai numa “tentação” e depois se arrepende, mas não porque fez uma exceção, e sim porque aquela comida não valeu a pena. Outros exemplos: Comer porque os outros também estão comendo, comer algo que “nem era tão gostoso assim”, comer algo por “educação”, etc.

Outra coisa bem diferente é fazer uma refeição fora da alimentação saudável de forma consciente, e saber que aquilo vai valer a pena, porque você gosta daquela sorveteria que conhece há tanto tempo, ou quando é algo que tem um fator afetivo, como, por exemplo, o biscoitinho que sua avó preparava quando você era criança, ou um bolinho que sua mãe sempre fazia nas suas férias, etc.

Coisas desse tipo valem muito a pena abrir uma exceção. Repensar isso é importante para selecionar o que vai entrar no seu corpo. Afinal, você vai morar muito tempo nele.

Dica 6: Tenha sempre por perto uma opção de lanche saudável. Como, por exemplo, uma porção de castanhas, lascas de coco seco/desidratado, uma fruta de baixo açúcar. Na hora da vontade, você não vai evitar comer, mas comer algo gostoso e saudável.

Lembre sempre que o que importa é o que você faz na maior parte do tempo. Equilíbrio é algo fundamental para manter uma alimentação saudável e uma boa relação com a comida. Com o autoconhecimento, você é capaz de entender suas necessidades e vontades, de ter a liberdade de se permitir de forma consciente.

Para mais dicas, me segue no Instagram @larissaliragalindo.