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Larissa Galindo

Pernambucana, administradora e graduanda em nutrição.

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Bacharela em Administração Pública pela UFAL, possui formação técnica em nutrição e dietética. Além disso, também é estudante de graduação em Nutrição. Os seus escritos abrangem os efeitos da alimentação na saúde, desmistificando os assuntos da área.


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O ciclo da glicose e da insulina

Como a glicose pode influenciar na sua saúde e perda de peso?

Publicado: | Atualizado em 24/08/2021 11:04


Povilhando açúcar

Nos textos anteriores, falei como o açúcar e o trigo aumentam drasticamente a glicose no sangue e expliquei como os picos constantes de glicemia e insulina (hormônio regulador da glicose no sangue) podem causar inflamações diversas. No texto de hoje, tentarei elucidar, da forma mais simples possível, como o nosso organismo funciona em relação ao ciclo da glicose e da insulina e a maneira como essa montanha-russa de hormônios pode influenciar na perda de peso.

Ao ingerirmos açúcar, o nosso pâncreas secreta um hormônio chamado insulina, que tem como objetivo principal regular a glicose no sangue. Com a quantidade de alimentos que se consome na dieta tradicional, cheios de açúcar e trigo (que aumentam demasiadamente a glicose sanguínea), o pâncreas é acionado várias vezes para secretar insulina e ela direcionar o açúcar do sangue para ser consumido e o seu excesso estocado em forma de gordura, já que níveis excessivos de glicose podem ser tóxicos para o organismo, do mesmo jeito que o contrário, pois níveis muito baixos também são ruins.

No entanto, não precisa se preocupar. O nosso fígado produz a quantidade de glicose suficiente e necessária para a manutenção do equilíbrio no nosso organismo e cérebro, sem que seja necessário repor. Sendo acionada constantemente, por diversas vezes ao dia, e com o passar dos anos, ou meses, dependendo da sua pré-disposição, você pode adquirir uma resistência ao hormônio insulina e desenvolver diabetes e outras várias doenças.

As principais funções da insulina são:

  • estocar a gordura nas células adiposas, estimulando a produção de triglicerídeos;
  • estocar a gordura nas células adiposas estimulando a sua remoção da corrente sanguínea;
  • manter a gordura dentro das células adiposas, impedindo a enzima que degrada os triglicerídeos de funcionar;
  • estimular a transformação de glicose em gordura no fígado, aumentando os triglicerídeos no sangue e seu estoque nas células adiposas;
  • estimular a síntese de colesterol no fígado;
  • estimular a síntese de glicogênio (a forma como os animais estocam glicose);
  • força o uso da glicose como combustível ao invés da gordura estocada (inibindo a enzima LPL nos músculos);
  • reter sódio e água nos rins, etc.

Tendo em mente o quê o excesso de glicose pode causar com o passar do tempo, é mais que sensato evitar que isso aconteça de forma constante e rotineira, especialmente se você quer emagrecer, se possui gordura no fígado ou outras doenças; ou simplesmente se você se preocupa em se alimentar melhor e cuidar da sua saúde.

No próximo texto desta coluna, irei explicar como a indústria acrescenta açúcar nos produtos alimentícios, porém com nomes disfarçados, e até mesmo naqueles que são salgados e com “ZERO AÇÚCAR” nos rótulos. Inclusive, convido vocês que acompanham os meus textos, a enviarem via Instagram (@larissaliragalindo) imagens de produtos alimentícios que vocês acreditam ou tenham dúvidas se contém ou não açúcar nos ingredientes. Aguardo vocês! Até a próxima!

Fontes:

A CHAVE de tudo – INSULINA