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Eugenio de Lima

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Pastor da Siló Igreja Cristã de União dos Palmares, Bacharel em Música Sacra pela FATEC (Votuporanga-SP), Serviços jurídicos e notariais (UNIVAFIP, Caruaru-PE), jornalista e apresentador.


Lula

Lula e sua opinião sobre a guerra entre Rússia x Ucrânia

Discordo de Lula em quase tudo, mas quando ele acerta em algo tenho que ser honesto em concordar. Sua análise sobre a guerra no leste europeu está correta e ele não tem que submeter sua opinião à narrativa construída pela grande imprensa internacional.

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Estava lendo a entrevista que o ex-presidente Lula (PT) concedeu à revista americana Time e diante de muitas discordâncias, teve um ponto em que concordei com o líder petista. Na análise de Lula, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, “quis a guerra” com o governo da Rússia.

O petista ainda declarou que o mandatário da Ucrânia se acha “o rei da cocada” e que o líder russo, Vladimir Putin, não deveria ter utilizado seu armamento contra a população ucraniana. “Você fica estimulando o cara [Zelensky] e ele fica se achando o máximo. Ele fica se achando o rei da cocada, quando na verdade deveriam ter tido conversa mais séria com ele: ‘Ô, cara, você é um bom artista, você é um bom comediante, mas não vamos fazer uma guerra para você aparecer’. E dizer para o Putin: ‘Ô, Putin, você tem muita arma, mas não precisa utilizar arma”, afirmou Lula.

A embaixada ucraniana no Brasil não gostou das declarações de Lula e disse que o ex-presidente estaria “mal informado” sobre as causas da guerra no leste europeu. Como todos sabem, não voto em Lula, tampouco no PT ou em seus satélites de esquerda, mas neste ponto concordo com o ex-presidente. A guerra entre Ucrânia e Rússia têm culpa dos dois lados, mas ao meu ver, o maior culpado pelas mortes e destruição – que são consequências de uma guerra – é a política externa de Volodymyr Zelensky. Sei que a Ucrânia tem sua soberania, mas em política externa, o governo de um país deve pesar os prós e contras de suas decisões neste campo. 

Zelensky poderia ter escolhido seguir um governo liberal economicamente, negociando com Rússia e Estados Unidos, fazendo com que a Ucrânia crescesse em sua economia interna e externa, para assim investir em suas Forças Armadas. Em política externa, diplomacia sozinha não resolve, é necessário força, e demonstração de força (poder) só pode ser feita por meio de grandes investimentos em segurança nacional – como é o caso de Israel.

Sabendo da histórica relação belicosa entre Rússia e Estados Unidos, querer entrar na OTAN traria consequências ao povo ucraniano. Putin nunca deixaria o “inimigo” americano tão próximo de sua fronteira. E no fim, a insistência de Zelensky resultou na invasão russa ao território ucraniano. E a OTAN? Nada fez. Confiar no governo Biden foi um erro colossal do líder ucraniano. Biden é fraco e os russos sabem disso. A prova é tão clara, que nem uma ameaça externa uniu os americanos em torno de Biden. Por isso há quem diga que Trump voltará ao comando da Casa Branca. 

Do outro lado, Vladimir Putin tem apoio interno e seguirá o seu objetivo que é anexar mais e mais territórios ucranianos à Rússia. No final, quem sofre é o povo ucraniano que nunca mais terão suas vidas como antes. Isso é o resultado de se ter um “comediante” e não um estadista no poder. Por último, Lula nesse ponto, está certo.