Quem circulou pelas ruas de Atalaia, na Zona da Mata alagoana, nesta terça-feira (24), foi surpreendido por uma cena que misturava tradição, alegria e política de proximidade: a prefeita Ceci, vestida de noiva matuta, puxava o cortejo do tradicional Casamento Matuto ao som de muito forró e com um sorriso estampado no rosto. Mais que uma figura pública, ela se apresentou como parte viva da festa, reforçando o espírito coletivo e popular que dá o tom da celebração junina na cidade.
O evento, já consolidado como um dos mais esperados do calendário cultural do município, teve início com a concentração dos participantes na Pousada Atalaia. Dali, o cortejo tomou as ruas com carroças enfeitadas, sanfona afinada, figurinos coloridos e a animação contagiante dos moradores. A prefeita, como de costume, não se limitou a assistir: se misturou aos foliões, dançou, sorriu e celebrou lado a lado com o povo, numa demonstração de que cultura, gestão e pertencimento podem – e devem – caminhar juntos.
A cena foi simbólica e, ao mesmo tempo, concreta. Simbólica por representar a valorização das raízes nordestinas; concreta porque evidencia um traço que tem marcado a atual gestão: a proximidade com a população e o investimento contínuo nas manifestações culturais que dão identidade à cidade.
“A gente não faz isso por obrigação, faz por afeto mesmo. Porque o Casamento Matuto faz parte da memória de quem nasceu e cresceu aqui. E enquanto eu estiver na prefeitura, vai continuar sendo prioridade investir nisso que nos representa”, afirmou Ceci durante a comemoração.
Após o cortejo, os festejos seguiram com shows em frente à sede da Secretaria de Urbanismo. A programação musical ficou por conta da Banda Painel de Controle, Hudson Araújo e Alce Junior, que mantiveram o clima de animação até a noite. Famílias inteiras, idosos, jovens e crianças ocuparam o espaço, fortalecendo o elo entre tradição e comunidade.
Para além da música e da dança, o Casamento Matuto em Atalaia se consolida como um símbolo de resistência cultural e afeto coletivo. Não é apenas uma festa junina: é um ritual de memória, pertencimento e orgulho. E a presença ativa da prefeita, de véu, buquê e passos ritmados de forró, deixou claro que, enquanto houver apoio do poder público, a cultura popular seguirá ocupando lugar de destaque na vida da cidade.
