MACEIÓ (AL) — A Secretaria de Estado da Educação (SEDUC) de Alagoas oficializou, nesta quinta-feira (08/01/2026), a homologação de um contrato destinado à assistência estudantil.
O Governo do Estado investirá R$ 10.706.424,00 na aquisição de kits de higiene que servirão como base para a política de dignidade menstrual e bem-estar dos alunos da rede pública estadual durante o ano letivo de 2026.
Combate à pobreza menstrual no ambiente escolar
A iniciativa foca em um problema silencioso que afeta milhares de jovens em Alagoas: a pobreza menstrual. Estudos nacionais apontam que a falta de acesso a itens básicos, como absorventes, é um dos principais gatilhos para o absenteísmo e a evasão escolar.
Muitas estudantes deixam de comparecer às aulas durante o período menstrual por não possuírem condições financeiras de adquirir produtos de higiene íntima.
Ao investir na distribuição direta desses materiais, a SEDUC busca remover uma barreira socioeconômica que impacta diretamente o desempenho acadêmico.
A expectativa é que a medida contribua para a redução das faltas e garanta que a condição biológica não seja um impedimento para o aprendizado.
Detalhes do fornecimento e itens do kit
O contrato, fruto do Pregão Eletrônico AMGESP Nº 90.192/2025, prevê a entrega de 33.668 kits de higiene. A empresa vencedora do certame foi a MERVIL – MERCANTIL VIEIRA LTDA (CNPJ 04.928.281/0001-06). Segundo o termo de homologação assinado pela secretária Roseane Ferreira Vasconcelos, cada unidade entregue aos estudantes será composta por:
- Absorventes higiênicos;
- Lenços descartáveis;
- Sabonetes.
A reportagem do BR104 apurou que os materiais deverão atender escolas em todas as regiões do estado, com foco especial em comunidades de maior vulnerabilidade social, onde o impacto da pobreza menstrual é mais severo.
O fornecimento desses itens básicos é visto por especialistas em educação como uma ferramenta de justiça social. “Garantir o básico é permitir que o aluno foque no que realmente importa: o conteúdo pedagógico”, destacam analistas do setor. Além da entrega física, as escolas devem promover ações educativas sobre saúde e higiene íntima ao longo do ano.
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