A Defesa Civil de Alagoas divulgou, na manhã desta sexta-feira (23), o boletim nº 05 com dados atualizados sobre os impactos das chuvas no estado. A boa notícia é que o número de pessoas afetadas diminuiu em relação aos últimos dias, com a redução das chuvas e do recuo dos níveis dos rios e lagoas. Segundo o levantamento, 198 pessoas conseguiram retornar para suas residências nas últimas 24 horas.
Apesar disso, os números ainda são alarmantes: um total de 2.972 pessoas permanecem fora de casa em 16 municípios alagoanos, sendo 681 desabrigadas e 2.291 desalojadas.
O município de São Luís do Quitunde, na região Norte de Alagoas, segue como o mais impactado pelas chuvas. Mesmo após decretar situação de emergência, ainda registra 386 pessoas desabrigadas e 1.588 desalojadas, totalizando 1.974 moradores afetados. O número representa cerca de dois terços de todas as vítimas contabilizadas no estado.
Já em São Miguel dos Milagres, também no Litoral Norte, a situação apresentou melhora significativa. O município havia registrado 400 afetados anteriormente, mas com o recuo das águas, 280 moradores conseguiram retornar às suas casas, restando agora 120 pessoas em situação de vulnerabilidade.
A capital alagoana, Maceió, registrou um leve aumento no número de atingidos, passando de 270 para 278 pessoas afetadas, entre elas 14 desabrigadas e 264 desalojadas. A Defesa Civil continua monitorando áreas de risco na cidade, principalmente nas encostas e comunidades próximas a canais e córregos.
Outros municípios com grande número de vítimas são:
Marechal Deodoro: 125 pessoas afetadas (78 desabrigadas e 47 desalojadas)
Rio Largo: 75 afetados
Pilar: 78 afetados
Maragogi: 55 afetados
Municípios menores também registraram casos de desalojados e desabrigados, como Coqueiro Seco, Fleixeiras, Porto Calvo e Joaquim Gomes, demonstrando que o impacto das chuvas foi espalhado por diversas regiões do estado.
Como já era previsto pelos serviços de meteorologia, a sexta-feira (23) amanheceu com tempo firme em grande parte de Alagoas. A diminuição da intensidade das chuvas e o surgimento do sol contribuíram para o recuo gradual dos rios e lagoas, que nos últimos dias apresentaram níveis críticos.
A expectativa das autoridades é que, com a continuidade do clima mais estável, mais famílias possam retornar em segurança para suas residências nos próximos dias. Mesmo assim, a Defesa Civil segue em alerta, especialmente em áreas ainda vulneráveis a deslizamentos e novos alagamentos.
Apesar do cenário preocupante, o boletim da Defesa Civil informa que não houve registro de óbitos em decorrência das chuvas até o momento.
