MACEIÓ (AL) — Se a eleição para o governo de Alagoas fosse hoje, o prefeito de Maceió, JHC (PL), largaria na frente. Mas a verdadeira notícia trazida pelo Instituto Paraná Pesquisas, divulgado nesta sexta-feira (12), não é quem está ganhando, e sim quantos ainda não entraram no jogo.
Segundo o levantamento, 65,2% dos eleitores alagoanos afirmaram não saber em quem votar na pesquisa espontânea (aquela em que não são apresentados nomes). O dado revela que, apesar da polarização entre JHC e Renan Filho, a maioria esmagadora da população ainda está “desligada” de 2026.
O Governo Paulo Dantas
A pesquisa traz um dado intrigante para os analistas políticos: a gestão do governador Paulo Dantas (MDB) é aprovada por 62,7% da população e considerada ótima ou boa por 44,5%.
No entanto, essa força administrativa ainda não se traduziu em capital eleitoral direto. Na pesquisa espontânea, Dantas aparece com apenas 4,2% das intenções de voto. Isso indica que o governador tem a máquina e a simpatia na mão, mas ainda não conseguiu transferir esse prestígio para um nome de sucessão ou consolidar seu próprio grupo político como a escolha natural do eleitorado.
Cenário Estimulado
Quando os nomes são apresentados ao eleitor (cenário estimulado), a polarização se confirma:
- JHC (PL): 47,6%
- Renan Filho (MDB): 40,9%
A diferença de 6,7 pontos percentuais coloca JHC na liderança fora da margem de erro. Num cenário sem JHC, Renan Filho dispara e venceria com folga (51,3%) contra Alfredo Gaspar (34,7%).
Senado
Para o Senado, onde o eleitor tem dois votos, a disputa também mostra um cenário competitivo e misto. Os dois caciques da política alagoana lideram:
- Renan Calheiros (MDB): 48,2%
- Arthur Lira (PP): 44,5%
Correm por fora Davi Davino Filho (39,2%) e Alfredo Gaspar (41,8% em outro cenário), mostrando que a segunda vaga ainda está em aberto.
O que isso significa para a Zona da Mata?
Para a região da Zona da Mata, tradicionalmente influenciada pela força da máquina estadual, os números mostram que o jogo está longe de ser decidido. Com mais da metade do estado indeciso, o apoio de prefeitos e a capacidade de transferência de votos do governador Paulo Dantas serão decisivos quando a campanha realmente começar.
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