Alagoas

Pai de jovem acusado de estuprar e deixar em coma ex-colega defende o filho nas redes sociais

O jovem é acusado de dopar, estuprar, agredir e deixar em coma uma ex-colega de escola.

Atualizado 10 meses atrás
Pai defende o filho nas redes sociais | @ Reprodução
Pai defende o filho nas redes sociais | @ Reprodução

O pai de um jovem de 18 anos, acusado de dopar, estuprar, agredir e deixar em coma uma ex-colega de escola, na cidade de Coité do Nóia, interior de Alagoas, se pronunciou nas redes sociais para defender o filho.

Em um vídeo publicado, o homem afirmou que o jovem também seria vítima da situação e negou as acusações.

“Pessoal, o meu filho também foi vítima dessa situação. Ele não tinha intenção nenhuma de fazer mal a ela. Foi ela que o convidou para ficar com ela. Eles já haviam saído juntos antes, e ela começou a mandar mensagens perguntando o que ele iria fazer”, disse o pai no vídeo, gravado ao lado do filho.

Ainda segundo o relato do pai, a vítima teria passado mal, e o jovem a encaminhou para uma unidade hospitalar. Ele reforçou que os dois se conheciam há cerca de um ano e estudavam juntos na mesma turma.

“Ela paquerava o meu filho, mas ele tinha namorada e não quis ficar com ela. Quando terminou o namoro, acabou ficando com ela. Ele até me falou para não ir lá pra casa, para dormir na casa da rua, que levaria uma menina pra lá. Eu disse pra ele: não leve para a minha cama. Durante o ato, a menina passou mal. O meu filho foi um grande homem. Ele, a todo momento, deu assistência e prestou socorro a ela”, afirmou.

Investigações e denúncia do Ministério Público

O Ministério Público de Alagoas (MP-AL) pediu a prisão preventiva do jovem, que é acusado de dopar, estuprar, agredir e deixar em coma a vítima.

O caso ocorreu em dezembro de 2024, e, segundo a denúncia, os abusos e agressões aconteceram em uma chácara que pertenceria à família do acusado.

A investigação aponta que ele teria usado a amizade com a vítima para atraí-la até o local. Exames realizados na jovem detectaram a presença de substâncias psicoativas, entre elas prometazina, diazepam, fenitoína, haloperidol e nordiazepam.

O MP destacou ainda que uma dessas drogas é conhecida por ser utilizada na prática de crimes sexuais.

A vítima sofreu graves sequelas após o crime, e o caso segue sob investigação.

Assista ao vídeo: