Alagoas

Mãe de Anthony Levy cobra Justiça um ano após a morte do filho envenenado pelo pai

O pai da criança confessou ter envenenado o filho com chumbinho, um veneno para ratos, em maio de 2024, em Maceió.

Anthony morreu durante uma atividade escolar
Anthony morreu durante uma atividade escolar

Quase um ano após a morte trágica de Anthony Levy, de apenas 4 anos, a mãe do menino, Ingrid Nathally, segue cobrando que o julgamento de Matheus Soares Omena dos Santos, pai da criança e responsável pelo crime, seja finalmente marcado. O caso, que ocorreu no dia 27 de maio de 2024, em Maceió, gerou grande comoção.

“Eu quero que ele pague pelo sofrimento que causou ao meu filho, porque meu filho foi traído por alguém que ele amava, alguém que ele pedia para ir ficar junto em casa”, desabafou Ingrid. “Esse é um pedido de uma mãe por ajuda. Eu não aguento mais. Viver assim é agoniante”, acrescentou.

Segundo informações veiculadas na imprensa alagoana, Anthony teria acordado bem naquele dia e ido para a escola normalmente. Durante uma atividade, o menino relatou à professora que não estava se sentindo bem. Ele ainda tentou retomar o que fazia, mas voltou a se queixar de mal-estar.

De acordo com a Secretaria Municipal de Educação de Maceió (Semed), a criança foi socorrida pelas professoras do Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Paulo Freire e levada até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Jacintinho. O pequeno recebeu atendimento médico, mas infelizmente não resistiu.

As investigações apontaram que Matheus colocou chumbinho, um veneno usado para ratos, no mingau que serviu ao filho antes de levá-lo à creche. Laudos periciais confirmaram a presença da substância no suco gástrico da criança. A morte foi causada por intoxicação. Anthony completaria 5 anos no dia em que foi velado.

Matheus Soares Omena dos Santos assumiu o crime em seu depoimento à polícia, confessando que havia planejado o assassinato do filho, motivado por desentendimentos com a mãe da criança. Ele comprou o veneno no bairro do Jacintinho, pagando R$ 13 com cartão de crédito.

Imagens de câmeras também mostram o pai circulando sozinho pelos corredores da creche, onde descartou o frasco do veneno.

Um dia antes do velório de Anthony, o homem deu entrevista à imprensa, alegando que o menino estava bem antes de levá-lo para a escola, e que passou na casa da ex-esposa para pegar o fardamento.

Em agosto de 2024, a Justiça manteve a prisão preventiva do acusado, negando pedido de soltura feito pela defesa. A família de Anthony ainda aguarda a marcação do julgamento, clamando por justiça e por memória do menino.