Alagoas

Homem é autuado por perseguição após tirar foto íntima da enteada no Agreste de AL

Além do abuso, o caso também envolveu violência doméstica.

Atualizado 7 meses atrás
Homem com smartphone - @Reprodução
Homem com smartphone - @Reprodução

Um homem foi autuado pelo crime de perseguição, também conhecido como stalking, após ser acusado de registrar uma imagem íntima da própria enteada enquanto ela usava apenas uma toalha, na tarde desta terça-feira (22), no município de Girau do Ponciano, agreste alagoano. Além do abuso, o caso também envolveu violência doméstica.

A denúncia partiu da mãe da jovem, companheira do suspeito. Ela acionou a Polícia Militar alegando que sua filha teria sido agredida e que o homem havia tirado uma fotografia da adolescente em situação de vulnerabilidade. Segundo o relato, o episódio aconteceu dentro da residência da família.

Diante da gravidade da denúncia, uma guarnição do Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp) de Girau do Ponciano foi deslocada até o endereço informado. Ao chegar ao local, os agentes localizaram o suspeito e, pouco tempo depois, a vítima também se apresentou à equipe. Ambos foram conduzidos à delegacia para que os procedimentos legais fossem iniciados.

Na unidade policial, a jovem relatou detalhes do episódio que motivou a denúncia. Segundo ela, ao mexer no celular do padrasto – a pedido dele, que solicitou ajuda com um ajuste no aparelho – encontrou, de forma inesperada, a fotografia comprometedora salva na galeria. A imagem mostrava a própria enteada vestida apenas com uma toalha.

Ainda de acordo com o depoimento prestado à Polícia Civil, ao questionar o homem sobre a foto, ele tentou recuperar o telefone à força. A atitude gerou um confronto físico entre os dois, que acabou com ambos caindo durante a briga.

Com base nas informações colhidas no depoimento e na apuração preliminar do caso, a Polícia Civil optou por lavrar um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) contra o suspeito, enquadrando-o pelo crime de perseguição, previsto no artigo 147-A do Código Penal.

A legislação brasileira considera como perseguição qualquer conduta reiterada que comprometa a liberdade ou a privacidade da vítima, especialmente em contextos de violência doméstica. A pena prevista para o crime pode chegar a dois anos de prisão, além de multa, podendo ser agravada se a vítima for mulher.

O caso segue em investigação. A polícia não divulgou mais detalhes sobre a identidade do acusado nem da jovem, por se tratar de um caso envolvendo possível violência contra uma mulher em ambiente familiar.