Um reencontro marcado pela emoção e pela eficiência do trabalho integrado entre os órgãos públicos. Um homem de 59 anos, desaparecido desde o fim de outubro, foi identificado pela Polícia Científica de Alagoas enquanto estava internado inconsciente na UTI do Hospital Geral do Estado (HGE), em Maceió.
A identificação, divulgada nesta quinta-feira (7), encerra dias de angústia da família de Manoel Dantas da Silva, morador de União dos Palmares, que havia desaparecido no dia 29 de outubro. Ele foi reconhecido por meio de exame de papiloscopia, técnica que compara as impressões digitais com o banco de dados do Instituto de Identificação de Alagoas.
Segundo o papiloscopista Marcelo Casado, o procedimento é essencial para casos em que pacientes chegam sem documentos ou inconscientes.
“A papiloscopia permite identificar a pessoa com total precisão, devolvendo a identidade e o vínculo familiar que ela perdeu temporariamente”, explicou.
No mesmo dia do desaparecimento, um homem sem identificação havia dado entrada no HGE após ser vítima de arma branca. Ele chegou pelo Samu e foi registrado como “Antônio da Silva”, supostamente em situação de rua. No entanto, o exame papiloscópico revelou a verdadeira identidade e permitiu o reencontro da família.
A coordenadora da Assistência Social do HGE, Vanessa Martins, contou que a equipe iniciou uma busca ativa após a confirmação da identidade.
“Descobrimos que a família o procurava em União dos Palmares. Assim que tivemos a confirmação, conseguimos localizá-los. Hoje, ele recebe o cuidado médico e o carinho dos familiares”, relatou.
O caso reforça o papel fundamental da rede de apoio a pessoas desaparecidas em Alagoas, criada pela Coordenação de Pessoas Desaparecidas da Polícia Civil, liderada pelo delegado Ronilson Medeiros. A iniciativa reúne diversos órgãos estaduais, entre eles a Polícia Científica e o HGE, que atuam de forma integrada para identificar e localizar pessoas.
A perita-geral Rosana Coutinho destacou a importância da união entre as instituições.
“A identificação de pessoas desaparecidas é uma missão coletiva. Somente com cooperação e agilidade podemos oferecer respostas rápidas às famílias”, afirmou.
O caso de Marcos Dantas virou exemplo de como o uso da tecnologia e a integração entre os órgãos públicos podem mudar histórias e devolver esperança — mais uma boa notícia entre as muitas notícias de Alagoas que mostram o lado humano por trás da investigação científica.
