Alagoas

Grávida de 16 anos e recém-nascida morrem após alta hospitalar no Agreste alagoano

Família denuncia negligência médica e Polícia Civil investiga caso.

Atualizado 6 meses atrás
Yasmin Rodrigues da Silva, de 16 anos | @ Reprodução/TV Gazeta
Yasmin Rodrigues da Silva, de 16 anos | @ Reprodução/TV Gazeta

Uma adolescente grávida de 16 anos e sua filha recém-nascida morreram após receberem alta do Hospital Regional Nossa Senhora do Bom Conselho, em Arapiraca, no Agreste de Alagoas, mesmo diante de um quadro considerado de alto risco. Yasmin Rodrigues da Silva era portadora de anemia falciforme e estava no oitavo mês de gestação.

Segundo informações do site g1, Yasmin entrou em trabalho de parto e foi atendida na unidade de saúde, mas liberada para voltar para casa. Horas depois, deu à luz em seu quarto, no município de Lagoa da Canoa, e a bebê, Yris Valentina, morreu logo após o nascimento. A gestante faleceu no dia seguinte, em decorrência das complicações.

De acordo com familiares, a jovem foi inicialmente atendida no Centro de Parto de Lagoa da Canoa, onde, devido à gravidade, foi encaminhada para a maternidade de referência em Arapiraca. Apesar das fortes dores e do histórico clínico delicado, ela não passou por exames mais aprofundados antes de ser dispensada.

Horas depois da alta, Yasmin entrou em trabalho de parto em casa. A bebê nasceu em estado crítico e não resistiu. Mãe e filha ainda foram levadas de ambulância, com acompanhamento de uma profissional de enfermagem, de volta ao hospital de Arapiraca, mas, segundo um parente, “chegando lá, a menina já estava em óbito”.

O Centro de Parto de Lagoa da Canoa afirmou, em nota, que prestou toda a assistência necessária, agiu rapidamente para o encaminhamento e que a responsabilidade pela alta médica foi da maternidade de alto risco. A família procurou a Polícia Civil, que instaurou inquérito para apurar as circunstâncias das mortes.

Até o momento, o Hospital Regional Nossa Senhora do Bom Conselho não se pronunciou sobre o caso.

Leia a nota do Centro de Parto de Lagoa da Canoa

Em nota, a direção do Centro de Parto de Lagoa da Canoa informou que no primeiro atendimento foi prestada toda a assistência médica necessária e encaminhou para maternidade de alto risco em Arapiraca, de forma rápida e com acompanhamento de profissional de enfermagem, mas que infelizmente, a maternidade deu alta médica a gestante de alto risco sem realização de exames necessários. Afirmou ainda que horas depois, a unidade foi acionada para buscar a paciente com fortes dores, mas ao chegar lá, o parto já havia ocorrido. A Unidade esclareceu que dispõe de ambulâncias básicas para transportes rápido e sem risco eminente de morte e que liberou o transporte como tentativa de proporcionar um atendimento mais rápido, que no momento não seria possível através do Samu. O ambulatório de Lagoa da Canoa afirmou que segue à disposição para qualquer esclarecimento.