VIÇOSA (AL) — Uma mulher foi presa preventivamente nesta última terça-feira (27), no município de Viçosa, na Zona da Mata de Alagoas, suspeita de torturar e agredir de forma reiterada a própria mãe, uma idosa de 72 anos. A prisão foi cumprida por equipes da Polícia Civil de Alagoas, por meio da 9ª Delegacia Regional de Polícia.
As investigações apontam que as agressões não se limitaram a um episódio isolado. Segundo a polícia, a vítima relatou que os ataques físicos e psicológicos eram frequentes, ocorrendo ao longo do tempo, o que agravou o enquadramento criminal da conduta.
O caso veio à tona após vídeos das agressões começarem a circular nas redes sociais. As imagens mostravam a suspeita agredindo a própria mãe em via pública, situação que causou forte repercussão e levou à imediata atuação das autoridades.
Diante da circulação do material, a Polícia Civil instaurou inquérito policial para apurar os fatos. Durante as diligências, os investigadores localizaram a idosa, que foi ouvida formalmente.
Em depoimento, a vítima confirmou que sofria agressões constantes, incluindo violência física, humilhações e sofrimento psicológico. O relato foi reforçado por testemunhas, que também foram ouvidas no curso da investigação.
Após prestar esclarecimentos, a idosa foi encaminhada para exame de corpo de delito, procedimento essencial para comprovar as lesões e documentar os abusos sofridos.
Crime foi reclassificado para tortura
Inicialmente, o inquérito apurava o crime de lesão corporal no contexto de violência doméstica. No entanto, após uma análise mais aprofundada das imagens e dos depoimentos, a autoridade policial decidiu reclassificar o caso.
Segundo a Polícia Civil, a conduta passou a ser enquadrada como crime de tortura e castigo, diante do intenso sofrimento físico e moral imposto à vítima, agravado pelo fato de se tratar de uma pessoa idosa e vulnerável.
A reclassificação levou em consideração a repetição das agressões, o controle exercido sobre a vítima e a submissão prolongada a situações degradantes.
Com base nos elementos reunidos, a Justiça decretou a prisão preventiva da suspeita. A mulher foi detida e encaminhada para audiência de custódia, onde permanecerá à disposição do Poder Judiciário.
A Polícia Civil destacou que casos de violência contra idosos exigem resposta rápida e rigorosa, sobretudo quando envolvem familiares próximos. As autoridades reforçam a importância de denúncias, especialmente quando há indícios de violência recorrente.
O caso segue sob investigação para apurar se houve outros crimes associados e para garantir a proteção integral da vítima.
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