Uma reportagem da Folha de São Paulo escancarou uma quase comum transgressão ao Artigo 88 do Estatuto Pessoal da Polícia Civil de Alagoas, que preconiza que o agente é impedido de “valer-se do cargo para lograr proveito pessoal em detrimento da dignidade da função policial”.
Segundo a reportagem, a Corregedoria da Polícia Civil de Alagoas está investigando, através de um procedimento administrativo, os atos praticados pela agente Adrielle Vieira, uma policial que usa seu perfil no Instagram, com 140 mil seguidores, para publicar fotos com armas e promover uma loja online que oferece produtos femininos, entre eles, um colar com pingente de algemas.
A Corregedoria apura a responsabilidade funcional da agente, para concluir se ela usa a sua posição para benefício próprio, através da venda de produtos ou publicidade através das redes sociais.
O caso lembra o episódio do popular delegado Da Cunha, em São Paulo, que acabou sendo afastado de suas funções depois que uma série de denúncias feitas contra ele ensejou uma investigação interna, que apontou diversas polêmicas, envolvendo o uso da função em benefício próprio através da internet.

Adrielle Vieira – @Reprodução Instagram
