Alagoas enfrenta dias de transtornos causados pelas chuvas intensas que atingem o estado desde o último sábado (17). De acordo com o boletim mais recente da Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil (CEPDEC), divulgado na noite desta segunda-feira (19), ao menos 192 pessoas foram obrigadas a deixar suas residências em cinco municípios.
Ainda segundo a CEPDEC, a situação pode piorar: há previsão de mais chuva para esta terça-feira (20), o que mantém em alerta a população e os órgãos de monitoramento.
Entre os afetados, 50 estão desabrigados – ou seja, perderam completamente suas casas – e 142 são considerados desalojados, tendo sido forçados a sair temporariamente por causa dos riscos de alagamento ou deslizamento. As cidades com maior número de ocorrências são Paripueira e Pilar, que somam juntas 132 pessoas fora de casa.
Veja a distribuição dos afetados por município:
Paripueira – 72 desalojados
Pilar – 20 desabrigados e 40 desalojados
Maceió – 8 desabrigados e 18 desalojados
Coqueiro Seco – 8 desabrigados e 14 desalojados
São Luís do Quitunde – 14 desabrigados
Alerta para rios e lagoas
As chuvas persistentes elevaram o nível de rios e lagoas em diversas regiões do estado, ampliando o risco de transbordamentos. Estão sob monitoramento a Lagoa Mundaú, em Maceió; a Lagoa Manguaba, em Marechal Deodoro; além de importantes cursos d’água como o Rio Jitituba, em Flexeiras; o Rio Santo Antônio, em São Luís do Quitunde; o Rio Manguaba, em Porto Calvo; e o Rio Camaragibe, que atravessa os municípios de Matriz de Camaragibe e Passo de Camaragibe.
Com o solo encharcado e a previsão de mais chuva, a Defesa Civil reforça que a população deve ficar atenta aos alertas oficiais e buscar abrigo seguro ao menor sinal de risco.
Capital alagada e com deslizamentos
Em Maceió, os transtornos foram numerosos e se espalharam por vários bairros. Um dos pontos mais críticos foi a Rua Miguel Palmeira, no bairro do Farol, que voltou a ser completamente tomada pela água. O local foi transformado em rio, dificultando a passagem de veículos e pedestres.
Ainda na capital, a intensidade das chuvas causou deslizamentos de terra nos bairros do Bebedouro e do São Jorge, além de provocar a queda de parte da mureta do Cepa, nas proximidades da passarela da Avenida Fernandes Lima. Por segurança, a Secretaria de Estado da Educação (Seduc), por meio da Superintendência de Engenharia, isolou a área atingida.
No bairro da Ponta Verde, a água invadiu o subsolo de um edifício residencial, deixando carros ilhados e causando prejuízos aos moradores. Também foram registrados pontos de alagamento nos bairros do Trapiche, Poço e Jatiúca, com vias interditadas por horas.
