Alagoas apresentou uma redução significativa nos registros de dengue neste ano. Entre janeiro e outubro de 2025, o estado contabilizou 7,3 mil casos prováveis da doença, enquanto, no mesmo período de 2024, havia registrado 17,4 mil ocorrências. O balanço, divulgado pelo Ministério da Saúde, aponta uma diminuição de 58% no total de notificações.
Além da queda no número de casos, o levantamento também mostra redução de mortes provocadas pela doença. Em 2025, apenas um óbito foi confirmado no estado, contrastando com as 20 mortes registradas no ano anterior.
Com o objetivo de manter a diminuição no ritmo de transmissão, o Ministério da Saúde lançou neste mês uma nova Campanha Nacional de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. Com o slogan “Contra o mosquito, todos do mesmo lado”, a iniciativa reforça a necessidade de ações simples e contínuas, como evitar acúmulo de água parada em caixas d’água, calhas, recipientes domésticos e terrenos.
A vacinação contra a dengue permanece direcionada ao público de 10 a 14 anos. Em Alagoas, o imunizante está disponível nas Regiões de Saúde I e VII, que abrangem municípios como Maceió, Marechal Deodoro, Rio Largo, Batalha e Girau do Ponciano, entre outros. A ampliação gradual da cobertura vacinal segue em avaliação pelo Ministério da Saúde, conforme disponibilidade de doses e monitoramento epidemiológico.
Entre os sintomas mais comuns da dengue estão febre alta de início repentino, dor de cabeça, dores no corpo e nas articulações, fraqueza intensa, manchas avermelhadas e coceira na pele. Em alguns casos, podem surgir sinais de alarme, como dor abdominal persistente, sangramentos e vômitos frequentes. Nestas situações, a orientação é buscar atendimento imediato para evitar complicações.
As Unidades Básicas de Saúde (UBS) e Unidades de Pronto Atendimento (UPA) permanecem preparadas para realizar o acolhimento e o manejo adequado dos pacientes. Profissionais reforçam que a automedicação pode agravar o quadro, especialmente no uso de anti-inflamatórios, que aumentam o risco de sangramentos.
