Alagoas

Alagoas já registra mais de 10 mil casos de picadas de escorpiões em 2025

Sesau alerta para a necessidade de prevenção dentro e fora das residências e reforça cuidados em casos de acidentes.

Atualizado 5 meses atrás
O veneno do escorpião amarelo é um dos mais perigosos para a saúde humana | © Reprodução
O veneno do escorpião amarelo é um dos mais perigosos para a saúde humana | © Reprodução

Alagoas enfrenta um crescimento significativo nos registros de acidentes com escorpiões em 2025. Entre janeiro e agosto deste ano, o Ministério da Saúde contabilizou 10.296 casos no estado, superando os 9.171 episódios notificados no mesmo período de 2024. O número preocupa autoridades de saúde porque, em todo o ano passado, foram contabilizadas 13.292 ocorrências, e a tendência para 2025 é que esse total seja ultrapassado antes mesmo de dezembro.

Diante do cenário, a Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas (Sesau) reforça a necessidade de adoção de medidas preventivas dentro e fora das residências, lembrando que o ambiente urbano favorece a presença dos escorpiões. Segundo o órgão, pequenas mudanças no cotidiano das famílias podem reduzir bastante os riscos de acidentes.

Entre as principais orientações estão a manutenção da limpeza das casas e quintais, evitando acúmulo de entulho, lixo, restos de madeira ou qualquer material que possa servir de abrigo para os aracnídeos. Outro cuidado essencial é vedar ralos, frestas e buracos em paredes, além de instalar telas de proteção em tubulações. A Sesau também recomenda não deixar móveis e camas encostados nas paredes e evitar roupas de cama arrastando pelo chão, já que os escorpiões costumam se esconder em locais escuros, úmidos e de difícil visualização.

O alerta se estende também aos espaços externos. Segundo o órgão, o cuidado com o ambiente em volta da casa também é responsabilidade de todos. É importante limpar terrenos baldios e não jogar lixo em áreas públicas.

Em caso de acidentes, a Sesau orienta a procurar atendimento médico imediato, principalmente no caso de crianças e idosos, que são mais vulneráveis aos efeitos do veneno. A população deve evitar métodos caseiros de tratamento, priorizando a ida a uma unidade de saúde, onde o paciente poderá receber avaliação especializada e, se necessário, o soro antiescorpiônico.

Com o avanço dos números e a possibilidade de superar a marca histórica do ano passado, a Secretaria de Saúde enfatiza que a prevenção é a forma mais eficaz de proteger a população.