Alagoas

OAB-AL questiona uso de “raio x” para advogados em presídios

O Conselho enviará um ofício para a Secretaria de Estado de Ressocialização e Inclusão Social (Seris), questionando a medida.

Atualizado 5 anos atrás
Reunião da OAB-AL - @Divulgação
Reunião da OAB-AL - @Divulgação

O presidente do Conselho Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Alagoas (OAB-AL), Nivaldo Barbosa Jr, se manifestou contra uma determinação da Secretaria de Estado de Ressocialização e Inclusão Social (Seris), que condiciona o acesso dos advogados ao Sistema Prisional através de revista em aparelhos de raio x, os chamados body scanner.

Para Barbosa, “tal medida não possui amparo legal para acontecer, visto que é uma prerrogativa da advocacia ter livre acesso à delegacias e presídios”.

Por essa razão, o conselho deliberou, durante reunião na última sexta-feira (30/07), pelo envio de um ofício a Seris, pedindo explicações sobre a medida e questionando qual instrumento normativo o qual prevê e normatiza o uso deste procedimento de revista nos presídios alagoanos.

“A advocacia tem sido constrangida a passar por aparelhos de raio x, chamados body scanner, para que possam ingressar nos presídios. Não parece razoável exigir que sejam submetidos a tal procedimento pois caracteriza-se como revista para entrevistar seus clientes”, disse.