MACEIÓ (AL) — O Instituto de Criminalística de Maceió concluiu e enviou à Polícia Civil, nesta sexta-feira (5), o laudo pericial sobre as mortes de Luciana Klein Helfstein, de 39 anos, e seu filho, Arthur Klein Helfstein Alves, de 11 anos.
O documento confirma que uma instalação elétrica irregular em um hotel em Maragogi provocou a eletroplessão fatal das vítimas no dia 4 de janeiro.
A falha técnica: 220V no guarda-corpo
A investigação conduzida pelos peritos José Veras e Diozênio Monteiro, especialista em engenharia elétrica, identificou que um conjunto de iluminação decorativa, conhecido como “varal de luzes”, foi o causador do acidente.
A instalação infringia as normas da ABNT NBR 5410 e um conector tipo “plugue macho” estava em contato direto com a estrutura metálica do guarda-corpo da piscina.
Medições técnicas confirmaram que a superfície metálica estava energizada com aproximadamente 220 Volts.
“A ausência de medidas de controle e a inobservância das normas técnicas transformaram a área em um ambiente de perigo”, aponta o laudo pericial.
Dinâmica da tragédia
Através da análise do local e de imagens do circuito de segurança, o perito José Veras descreveu os momentos finais de mãe e filho.
Segundo ele, o menor, Arthur, entrou na piscina e, ao se apoiar no guarda-corpo energizado, recebeu a primeira descarga e ficou inerte. A mãe, Luciana, percebeu que algo estava errado e se aproximou para socorrê-lo.
Ao tocar na mesma estrutura metálica, ela também foi eletrocutada. Após alguns segundos, ambos afundaram na piscina.
Negligência e imprudência
O laudo destaca que os frequentadores estavam em uma “condição insegura crítica”, desconhecendo o perigo oculto na estrutura.
A perícia técnica reforça que a tragédia derivou diretamente da negligência, imprudência ou imperícia dos responsáveis pelo estabelecimento, que mantiveram partes energizadas expostas em um ambiente de alta criticidade (área molhada).
Os exames cadavéricos realizados pelo IML já haviam descartado a hipótese de afogamento, confirmando a morte por eletroplessão.
O conjunto de provas agora servirá de base para o inquérito policial que apura as responsabilidades criminais do caso.
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