Saúde

Vírus Nipah: o que é e qual o risco de chegar a Alagoas em 2026

Com letalidade que pode chegar a 75%, o vírus Nipah (NiV) preocupa autoridades globais

Imagem de microscopia eletrônica mostra partículas do vírus Nipah com envelope e projeções na superfície em amostra laboratorial
Partículas do vírus Nipah (NiV) em imagem de microscopia eletrônica, usada para ilustrar matéria sobre a doença. (Foto: Reprodução)

ALAGOAS — Até o momento não há registro oficial de circulação do vírus Nipah no Brasil.

O Ministério da Saúde afirma que não há indicação de risco para a população brasileira, em avaliação alinhada à Organização Mundial da Saúde (OMS), que classifica o risco global como baixo.

O vírus Nipah oferece risco para Alagoas em 2026?

Embora a via mais plausível de entrada do vírus no estado fosse a importação por viajantes vindos de áreas com circulação ativa, o risco é considerado reduzido.

Não há evidência de disseminação internacional significativa no evento recente monitorado na Ásia.

O Brasil mantém protocolos permanentes de vigilância e resposta a agentes altamente patogênicos. Em Alagoas, as ações seguem o fluxo estadual do SUS.

O que é o vírus Nipah e como ele é transmitido?

O Nipah (NiV) é uma zoonose associada originalmente a morcegos frugívoros. De acordo com a OMS, a transmissão pode ocorrer de três formas principais:

  • Consumo de alimentos contaminados por excreções de animais infectados;
  • Contato direto com animais doentes (como porcos);
  • Contato próximo e desprotegido com pessoas infectadas (transmissão inter-humana).
Infográfico mostra ciclo de transmissão do vírus Nipah com morcego frugívoro, seiva de tamareira, porco como hospedeiro intermediário e humano, além de sintomas como dor de cabeça e febre, dificuldade respiratória e encefalite

Infográfico explica o ciclo de transmissão do vírus Nipah e principais sintomas em humanos. (Foto: Reprodução)

Quais são os principais sintomas da doença?

O quadro clínico pode variar de infecções assintomáticas a síndromes respiratórias graves. Os sinais mais comuns relatados em 2026 incluem febre, cefaleia (dor de cabeça), confusão mental e tosse.

Em casos graves, a condição pode evoluir rapidamente para encefalite e complicações neurológicas.

Existe vacina ou tratamento para o vírus Nipah?

Até o momento, não existe vacina ou tratamento antiviral específico aprovado para o vírus Nipah.

O manejo dos pacientes é baseado em cuidados de suporte e controle rigoroso de infecção em ambiente hospitalar.

A letalidade estimada pela OMS varia entre 40% e 75%, dependendo da capacidade de resposta local e do surto específico.

A orientação atual para brasileiros em viagem ao exterior é evitar o contato com animais doentes e não consumir seiva de tamareira ou frutas que apresentem sinais de mordeduras de morcegos.

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