ALAGOAS — Até o momento não há registro oficial de circulação do vírus Nipah no Brasil.
O Ministério da Saúde afirma que não há indicação de risco para a população brasileira, em avaliação alinhada à Organização Mundial da Saúde (OMS), que classifica o risco global como baixo.
O vírus Nipah oferece risco para Alagoas em 2026?
Embora a via mais plausível de entrada do vírus no estado fosse a importação por viajantes vindos de áreas com circulação ativa, o risco é considerado reduzido.
Não há evidência de disseminação internacional significativa no evento recente monitorado na Ásia.
O Brasil mantém protocolos permanentes de vigilância e resposta a agentes altamente patogênicos. Em Alagoas, as ações seguem o fluxo estadual do SUS.
O que é o vírus Nipah e como ele é transmitido?
O Nipah (NiV) é uma zoonose associada originalmente a morcegos frugívoros. De acordo com a OMS, a transmissão pode ocorrer de três formas principais:
- Consumo de alimentos contaminados por excreções de animais infectados;
- Contato direto com animais doentes (como porcos);
- Contato próximo e desprotegido com pessoas infectadas (transmissão inter-humana).

Infográfico explica o ciclo de transmissão do vírus Nipah e principais sintomas em humanos. (Foto: Reprodução)
Quais são os principais sintomas da doença?
O quadro clínico pode variar de infecções assintomáticas a síndromes respiratórias graves. Os sinais mais comuns relatados em 2026 incluem febre, cefaleia (dor de cabeça), confusão mental e tosse.
Em casos graves, a condição pode evoluir rapidamente para encefalite e complicações neurológicas.
Existe vacina ou tratamento para o vírus Nipah?
Até o momento, não existe vacina ou tratamento antiviral específico aprovado para o vírus Nipah.
O manejo dos pacientes é baseado em cuidados de suporte e controle rigoroso de infecção em ambiente hospitalar.
A letalidade estimada pela OMS varia entre 40% e 75%, dependendo da capacidade de resposta local e do surto específico.
A orientação atual para brasileiros em viagem ao exterior é evitar o contato com animais doentes e não consumir seiva de tamareira ou frutas que apresentem sinais de mordeduras de morcegos.
Correções: Encontrou um erro? Fale com a redação: contato@br104.com.br.
