Saúde

Vírus Nipah: entenda quais são os sintomas e se há risco de chegada ao Brasil

A taxa de letalidade varia conforme o surto, podendo oscilar entre 40% e 75%, o que o coloca entre os vírus mais letais já identificados em humanos.

Atualizado 1 semana atrás
Paciente internada — © Imagem ilustrativa
Paciente internada — © Imagem ilustrativa

O registro recente de novos casos do vírus Nipah na Índia reacendeu o alerta de autoridades sanitárias e da comunidade científica internacional. A doença, considerada rara, chama atenção por apresentar alta taxa de letalidade, embora tenha capacidade de disseminação limitada, segundo especialistas.

No último dia 13, autoridades indianas confirmaram a infecção de duas profissionais de saúde que atuavam no mesmo hospital. As pacientes evoluíram rapidamente para um quadro grave de encefalite, inflamação no cérebro, associada à insuficiência respiratória. Ambas seguem internadas sob cuidados intensivos.

Diante da gravidade dos casos, o governo indiano informou que adotou medidas imediatas de contenção, incluindo reforço da vigilância epidemiológica, ampliação da capacidade laboratorial, isolamento de contatos e protocolos rigorosos de controle de infecção em unidades hospitalares.

Por que o vírus Nipah preocupa autoridades de saúde

O vírus Nipah integra a lista de patógenos prioritários monitorados pela Organização Mundial da Saúde. A taxa de letalidade varia conforme o surto, podendo oscilar entre 40% e 75%, o que o coloca entre os vírus mais letais já identificados em humanos.

Apesar disso, especialistas destacam que a transmissão costuma ocorrer em contextos específicos, o que reduz o risco de disseminação em larga escala. Ainda assim, o monitoramento contínuo é considerado essencial.

Como ocorre a transmissão do vírus Nipah

A infecção pelo vírus Nipah pode acontecer de três formas principais. A primeira ocorre pelo contato direto com animais infectados, especialmente morcegos frugívoros, que são os hospedeiros naturais do vírus.

Outros animais, como porcos e cavalos, também podem ser contaminados e atuar como intermediários.

A segunda forma de transmissão envolve o consumo de alimentos contaminados, principalmente frutas, sucos ou seiva de palmeiras que tenham sido expostos à urina ou saliva de morcegos infectados.

Já a terceira possibilidade é a transmissão entre pessoas, registrada sobretudo em ambientes hospitalares ou no convívio próximo com pacientes infectados, por meio do contato com fluidos corporais ou gotículas respiratórias.

Quais são os principais sintomas

O vírus Nipah pode provocar desde infecções sem sintomas até quadros clínicos graves. Nos estágios iniciais, os sinais mais comuns incluem febre, dor de cabeça, tosse, dor de garganta, vômitos e dificuldade para respirar.

Em casos mais severos, a doença pode evoluir rapidamente para encefalite, causando confusão mental, sonolência intensa, convulsões e coma em um intervalo de 24 a 48 horas. A insuficiência respiratória é uma das principais causas de agravamento do quadro.

Além dos impactos em humanos, o vírus também provoca doenças graves em animais, especialmente em rebanhos suínos, gerando prejuízos econômicos significativos em regiões afetadas.

Existe tratamento ou vacina?

Atualmente, não existe vacina nem tratamento específico aprovado contra o vírus Nipah. O atendimento médico é baseado em cuidados de suporte, com controle dos sintomas, hidratação e suporte respiratório quando necessário.

Medidas preventivas continuam sendo a principal estratégia para reduzir o risco de infecção. A orientação inclui higienizar bem frutas, evitar o consumo de alimentos potencialmente contaminados e manter distância de animais doentes.

O vírus pode chegar ao Brasil?

Especialistas afirmam que, até o momento, não há registro de casos do vírus Nipah no Brasil. Embora a globalização aumente a circulação de pessoas e mercadorias, o risco imediato é considerado baixo.

Segundo infectologistas, o cenário atual exige atenção e vigilância das autoridades sanitárias, mas não há motivo para alarme. O acompanhamento internacional e a adoção de protocolos preventivos são considerados suficientes neste momento.

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