UNIÃO DOS PALMARES (AL) — A proposta de alteração no sistema de votação para o Conselho Tutelar provocou uma reação imediata dos atuais membros do órgão.
O conselheiro Alisson Pereira publicou um forte desabafo em suas redes sociais neste domingo (25/01/2026), criticando o surgimento de “salvadores da pátria” em períodos que antecedem o processo de escolha.
Em sua publicação, Alisson Pereira destacou que o trabalho com crianças e adolescentes exige compromisso diário e não apenas promessas eleitorais.
O conselheiro afirmou que muitos que defendem mudanças agora não possuem um histórico de serviços prestados à comunidade palmarina ao longo dos anos.
“O Conselho Tutelar não é palco pra vaidade, nem trampolim pra política partidária. É responsabilidade. É trabalho sério”, escreveu Alisson.
O posicionamento foi amplamente compartilhado e apoiado pelo também conselheiro Anderson Austragesilo, reforçando a insatisfação da categoria com o debate iniciado no legislativo.

Publicação com mensagem sobre o processo de escolha do Conselho Tutelar, atribuída a Alisson Pereira e compartilhada por Anderson Austragesilo. (Foto: Reprodução)
Entenda a polêmica com a Câmara de Vereadores
A reação ocorre após o portal BR104 divulgar que o vereador Thor Vicente propôs o voto único para a próxima eleição.
Atualmente, o eleitor pode votar em até cinco candidatos, e a mudança para o voto uninominal visa, segundo o parlamentar, aumentar a renovação e evitar blocos políticos.
Para os conselheiros que se posicionaram, a discussão sobre a forma de votação parece secundária diante da necessidade de experiência técnica.
Alisson Pereira ressaltou que “quem quer ser conselheiro de verdade aparece no dia a dia”, sugerindo que a proposta pode estar sendo usada como estratégia política antecipada para o pleito de 2027.
O que diz a legislação
Embora a proposta de Thor Vicente siga a recomendação da Resolução nº 231/2022 do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (CONANDA), a resistência dos atuais conselheiros mostra que o debate será acalorado na Câmara Municipal.
A divergência exposta no grupo de WhatsApp de vereadores e agora nas redes sociais dos conselheiros sinaliza uma disputa de narrativas entre o Legislativo e os profissionais que já atuam na proteção da infância em União dos Palmares.
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