Segurança

Alagoas abre licitação para compra de câmeras corporais para policiais

Recurso garantido em março de 2025 via Ministério da Justiça financia a implementação das "bodycams" nas fardas de Alagoas.

Policial militar do 2º BPM utilizando câmera corporal acoplada ao colete durante operação de segurança
Policial militar utiliza câmera corporal acoplada ao colete durante atuação operacional. (Foto: Reprodução)

MACEIÓ (AL) — O Governo de Alagoas iniciou a cotação de preços para a compra de câmeras corporais para as forças de segurança estaduais.

Segundo registros do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), o projeto utiliza um investimento de R$ 9,7 milhões enviado ao estado em março de 2025, como parte do Projeto Nacional de Câmeras Corporais da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp).

O aviso de cotação AMGESP nº 254/2025, publicado nesta segunda-feira (29/12), marca o início da fase de contratação da solução tecnológica. O estado de Alagoas foi um dos nove entes federativos selecionados pelo Governo Federal por cumprir diretrizes técnicas de armazenamento de imagens e protocolos de uso da força estabelecidos nacionalmente.

Para o morador da região de Maceió e de Arapiraca, cidades que serão prioritárias nesta primeira fase, a medida representa um reforço na fiscalização de ocorrências e na produção de evidências criminais. Os equipamentos serão utilizados inicialmente por unidades operacionais da Polícia Militar em municípios com mais de 100 mil habitantes, conforme critérios do Censo 2022.

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Origem dos recursos

O valor de R$ 9,7 milhões foi empenhado pelo Governo Federal após Alagoas apresentar um plano de trabalho detalhado. Além das câmeras, o pacote de investimentos incluiu equipamentos de menor potencial ofensivo, como armas de incapacitação neuromuscular e sprays de pimenta.

De acordo com o Ministério Público de Alagoas (MPAL), que acompanha a implantação, a expectativa é que cerca de 600 equipamentos entrem em operação inicial. As imagens captadas deverão ser armazenadas por um período superior a 90 dias, integrando a Central Estadual de Videomonitoramento.

Após o encerramento do prazo de cotação de cinco dias úteis, a AMGESP definirá o valor estimado para a licitação definitiva. O Governo do Estado ainda deverá treinar as tropas para o uso ético e técnico dos dispositivos antes que eles passem a integrar oficialmente a farda operacional.

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